AO VIVO
Brasil

Serviços encolhem 0,4% em maio, piora atinge maioria dos estados

IBGE registra queda no volume de serviços em 18 unidades da federação no quinto mês do ano

📝 Redação CCN15 de julho de 2026 às 13:45👁 3 leituras
Serviços encolhem 0,4% em maio, piora atinge maioria dos estados

O setor de serviços no Brasil registrou queda de 0,4% em maio, segundo dados do IBGE divulgados nesta semana. O recuo afeta a maior fatia do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, que depende fortemente desse segmento para movimentar a economia. A retração não é pontual: 18 estados brasileiros sentiram o baque, sinalizando um momento de desaceleração que pode se estender nos próximos meses.

A queda de maio interrompe uma sequência de resultados positivos no setor, que vinha sustentando o crescimento da economia brasileira mesmo em meio a incertezas políticas e instabilidade nos mercados. Especialistas ouvidos pela imprensa nacional destacam que o desempenho fraco reflete não só a fragilidade do consumo das famílias, mas também o impacto de políticas públicas menos expansionistas. A alta dos juros, que encarece o crédito e reduz o poder de compra, também pesa sobre serviços como turismo, transporte e alimentação fora de casa — setores que dependem diretamente da renda das pessoas.

Para quem vive no Tocantins, a notícia chega em um momento delicado. O estado, que tem no setor de serviços um dos principais motores da economia local, agora precisa lidar com a perspectiva de menos dinamismo nos próximos trimestres. Em Palmas, a capital, a queda afeta diretamente o comércio varejista, os serviços de alimentação e até mesmo a demanda por transporte urbano. Pequenos empresários e autônomos, que já enfrentam dificuldades com a inflação persistente, agora veem suas receitas minguarem. A situação é ainda mais crítica em cidades menores, onde o setor de serviços muitas vezes é a única alternativa de emprego formal.

Os números do IBGE mostram que o volume de serviços caiu em 18 estados, com destaque para quedas mais acentuadas no Rio Grande do Sul (-1,8%), Paraná (-1,5%) e Minas Gerais (-1,2%). No entanto, algumas unidades da federação conseguiram escapar do vermelho: Amazonas (+0,9%), Pará (+0,7%) e Rondônia (+0,5%) registraram crescimento. No Tocantins, a variação foi negativa, mas não há dados específicos para o estado no comunicado do IBGE. A queda nacional de 0,4% contrasta com o crescimento de 0,6% registrado em abril, quando o setor ainda dava sinais de recuperação.

O que esperar agora? A tendência é de cautela. Com o crédito mais caro e a inflação ainda acima da meta do governo, a perspectiva é de que o setor de serviços continue pressionado nos próximos meses. Para o Tocantins, a situação exige atenção redobrada, especialmente porque o estado depende fortemente de políticas públicas e de investimentos em infraestrutura para manter o ritmo. A recuperação, se vier, dependerá não só de fatores internos, mas também do comportamento da economia global, que influencia diretamente o comércio exterior e a confiança dos investidores.

O IBGE, responsável pela coleta dos dados, não comentou sobre possíveis medidas para reverter o quadro, mas a expectativa é que o governo federal avalie políticas de estímulo ao consumo e ao crédito nos próximos meses. Enquanto isso, empresas e trabalhadores do setor de serviços seguem em alerta, preparando-se para um cenário que, pelo menos por enquanto, não mostra sinais de melhora.