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Chuvas dobram no Alto Tietê, mas ainda ficam aquém do esperado

Sistema que abastece região de São Paulo registra 42,5 mm em maio, crescimento de 133% comparado ao ano anterior

📝 Redação CCN31 de maio de 2026 às 17:59👁 1 leituras
Chuvas dobram no Alto Tietê, mas ainda ficam aquém do esperado

O Sistema Produtor Alto Tietê (SPAT), responsável por garantir água para milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo, recebeu um volume significativamente maior de precipitações em maio deste ano. Segundo dados divulgados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o índice de chuvas mais que dobrou quando comparado ao mesmo mês do ano anterior.

O contraste é impressionante nos números. Enquanto maio de 2024 registrou apenas 18,2 milímetros de chuva, o mês passado alcançou 42,5 mm. Isso representa um aumento de 133,5% no volume de água que caiu sobre as bacias que alimentam o sistema. Apesar desse crescimento expressivo, os especialistas alertam que os índices ainda permanecem abaixo daquilo que é considerado normal para a época do ano.

Para o leitor tocantinense, essa situação pode soar distante, mas reflete um padrão climático que afeta todo o Brasil. São Paulo, assim como muitas regiões do país, enfrenta variações significativas nos períodos chuvosos. O SPAT, que inclui estruturas como a Barragem Jundiaí, localizada no distrito de Taiaçupeba em Mogi das Cruzes, é essencial para o abastecimento de água em uma das maiores regiões urbanas do país. Quando esse sistema opera abaixo de sua capacidade ideal, as consequências podem se estender por toda a cadeia de abastecimento.

A Sabesp acompanha constantemente os índices pluviométricos para avaliar a saúde dos reservatórios e garantir o fornecimento contínuo de água. Embora o aumento de maio tenha sido bem-vindo, a persistência de volumes abaixo da média indica que a região ainda enfrenta pressões hídricas. Essa realidade motiva discussões importantes sobre gestão de recursos hídricos e planejamento para períodos de estiagem.

No Tocantins, onde as variações sazonais também impactam a disponibilidade de água, essas informações sobre como outras regiões lidam com seus desafios climáticos servem como referência. A monitoração contínua de sistemas como o Alto Tietê exemplifica a importância de acompanhar de perto os índices pluviométricos e adaptar estratégias de conservação e distribuição de água conforme necessário.