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Venezuela formaliza acordos de petróleo com empresas dos EUA

Oito contratos foram assinados, mas a presidente interina não confirma parceria direta com Washington

📝 Redação CCN03 de setembro de 2026 às 10:00👁 11 leituras
Venezuela formaliza acordos de petróleo com empresas dos EUA

A Venezuela e empresas estrangeiras assinaram oito novos contratos de exploração petrolífera na última semana, mas a presidente interina do país, Edmundo González, ainda não confirmou se os acordos incluem participação de companhias norte-americanas. O anúncio foi feito em Caracas durante evento com representantes de multinacionais do setor energético, sem detalhar os termos ou os valores envolvidos.

Os contratos foram firmados em um momento de tensão entre a Venezuela e os Estados Unidos, após anos de sanções econômicas e restrições ao setor de petróleo. O governo venezuelano busca atrair investimentos externos para reativar a produção, que caiu drasticamente nos últimos anos devido à falta de recursos e à saída de empresas do país. A estatal PDVSA, responsável pela exploração, enfrenta dificuldades para manter a operação em campos maduros e precisa de tecnologia e capital para modernizar suas instalações.

A ausência de uma confirmação oficial sobre a participação de empresas dos EUA deixa dúvidas sobre o alcance real dos acordos. González, que assumiu o cargo após a eleição contestada de julho, tem sinalizado uma aproximação com Washington, mas ainda não detalhou como isso se refletiria em parcerias concretas. Analistas do setor energético destacam que, mesmo com a abertura, o risco político e a instabilidade jurídica na Venezuela podem afastar investidores.

Os contratos assinados incluem empresas da Europa e da Ásia, segundo comunicado do Ministério de Petróleo venezuelano. A PDVSA informou que os projetos devem começar a operar em até 18 meses, mas não especificou quais serão os primeiros a entrar em produção. A estatal também não divulgou projeções de aumento na produção, que atualmente gira em torno de 800 mil barris por dia — menos da metade do volume registrado há uma década.

Ainda não há previsão para quando González deve se pronunciar sobre o envolvimento de empresas norte-americanas nos contratos. A incerteza sobre a política energética venezuelana afeta não só a economia local, mas também o mercado global de petróleo, já que o país detém as maiores reservas comprovadas do mundo. Enquanto isso, a PDVSA segue negociando com novos parceiros, mas a falta de clareza sobre as regras do jogo desanima muitos interessados.

O próximo passo deve ser a publicação dos detalhes dos contratos, que ainda não foram tornados públicos. Até lá, a dúvida sobre o papel dos EUA permanece, enquanto a Venezuela tenta reerguer sua indústria petrolífera com recursos limitados e um cenário político ainda instável.