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Tocantins recebe 1.439 garrafas de água contaminada por bactéria

Anvisa determina recolhimento de lote da marca Crystal após confirmação de Pseudomonas aeruginosa em água mineral

📝 Redação CCN03 de junho de 2026 às 12:24👁 2 leituras
Tocantins recebe 1.439 garrafas de água contaminada por bactéria

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento voluntário e parou a venda de um lote específico de água mineral sem gás da marca Crystal. O motivo: a presença confirmada da bactéria Pseudomonas aeruginosa no produto. No Tocantins, foram distribuídas 1.439 garrafas de 500 ml desse lote contaminado antes da ação da Anvisa.

O lote afetado é bem maior que o volume enviado ao estado. No total, 374,4 mil garrafas foram distribuídas principalmente na região Sudeste, segundo informações da agência. O recolhimento abrange todas as unidades do lote em questão, onde quer que tenham chegado.

A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria capaz de causar infecções, especialmente em pessoas com sistema imunológico enfraquecido, idosos e crianças. Ela pode provocar desde infecções urinárias simples até pneumonia e sepse em casos mais graves. Por isso, a detecção do microrganismo em água de consumo é considerada uma situação séria pelas autoridades sanitárias.

Para o tocantinense que comprou água da marca Crystal, o cuidado agora é identificar se o produto em casa faz parte do lote contaminado. A Anvisa disponibilizou informações sobre como reconhecer as garrafas suspeitas — geralmente através do número do lote impresso na embalagem. Quem tiver o produto em casa não deve consumir e deve devolver ao local onde comprou.

Este é o tipo de situação que afeta diretamente o dia a dia de quem vive em Palmas e em todo o estado. Água mineral é consumo básico, especialmente em região de clima quente como o Tocantins. Famílias que compraram o produto em farmácias, supermercados e outros estabelecimentos precisam agora verificar se estão com garrafas do lote problemático.

A Anvisa acionou a Crystal para que a empresa cumprisse o recolhimento de forma voluntária. Esse procedimento reduz riscos de que mais pessoas consumam o produto contaminado e também demonstra a ação regulatória da agência quando identifica problemas na produção ou distribuição de alimentos e bebidas.

O estado do Tocantins depende de vigilância constante nessa área. Produtos de consumo diário que chegam de outras regiões precisam ser monitorados pelos órgãos locais de saúde. A Secretaria Estadual de Saúde do Tocantins não havia se manifestado no momento dessa publicação, mas é esperado que órgãos como a Vigilância Sanitária estadual e municipal acompanhem o recolhimento nas cidades onde o produto foi comercializado.

Quem consumiu água desse lote e apresentar sintomas como febre, tosse, dor ao urinar ou qualquer sinal de infecção deve procurar uma unidade de saúde e informar ao médico sobre o possível consumo do produto contaminado. Isso facilita o diagnóstico e o tratamento correto.

O caso reforça a importância de verificar procedências e informações sanitárias em produtos que chegam de fora do estado. A Anvisa mantém um banco de dados com recolhimentos e comunicados de segurança que o consumidor pode consultar antes de comprar. Para tocantinenses, acompanhar essas informações é uma forma de proteger a saúde da família.