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Jornal do Campo destaca safra, preços e política no campo tocantinense

Edição de domingo (5) aborda safra de soja, preços de grãos e ações do governo estadual no setor agrícola

📝 Redação CCN03 de julho de 2026 às 17:15👁 1 leituras
Jornal do Campo destaca safra, preços e política no campo tocantinense

O Jornal do Campo, veículo de comunicação voltado ao agronegócio tocantinense, trouxe em sua edição de domingo (5) os principais temas que movimentam o setor no estado. Entre os destaques, estão a safra de soja em andamento, a oscilação nos preços dos grãos e as iniciativas do governo estadual para apoiar os produtores rurais. O programa, que é referência para quem vive do campo no Tocantins, também abordou a importância da comercialização da safra e os desafios enfrentados pelos agricultores em um ano marcado por adversidades climáticas.

A edição destacou a safra de soja 2024/2025, que já começa a ser colhida em municípios como Gurupi, Porto Nacional e Dueré. Segundo dados preliminares da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Aquicultura (Seagro), a produção deve superar as 3,5 milhões de toneladas, um crescimento de 8% em relação ao ano passado. No entanto, os produtores enfrentam dificuldades com a queda nos preços internacionais da soja, que já acumula baixa de 15% nos últimos três meses. Em Gurupi, um dos principais polos agrícolas do estado, a comercialização da safra está mais lenta, com muitos produtores optando por armazenar a produção na expectativa de uma melhora nos valores.

Outro ponto abordado foi a política estadual de incentivo ao agronegócio. O governador Wanderlei Barbosa (PSD) anunciou recentemente a liberação de R$ 50 milhões em crédito rural para pequenos e médios produtores, além de investimentos em infraestrutura logística, como a pavimentação de estradas vicinais em municípios como Formoso do Araguaia e Caseara. A Seagro também informou que está ampliando o programa de assistência técnica gratuita, com a contratação de 200 novos técnicos para atuar em regiões como o Bico do Papagaio e o Jalapão. Para o secretário da pasta, Thiago Dourado, a safra atual é promissora, mas o desafio é garantir que os produtores tenham condições de comercializar a produção com preços justos.

A edição ainda trouxe um balanço dos preços dos grãos no mercado interno. O feijão carioca, por exemplo, registrou alta de 22% nos últimos 30 dias em Palmas, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A explicação, segundo analistas ouvidos pelo programa, está na redução da área plantada em estados como Goiás e Mato Grosso, o que afetou a oferta nacional. No Tocantins, a produção de feijão também sofreu com a seca em municípios como Peixe e Santa Rosa do Tocantins, reduzindo a safra em 10%.

Para os produtores rurais tocantinenses, a combinação de preços baixos e custos elevados — como o aumento de 30% no preço dos fertilizantes — tem pressionado as margens de lucro. Em Araguaína, um dos maiores municípios agrícolas do estado, a Associação dos Produtores Rurais (APR) realizou uma reunião emergencial na semana passada para discutir alternativas, como a venda direta para indústrias de ração animal. "Estamos buscando formas de escoar a produção sem depender exclusivamente dos preços internacionais", afirmou o presidente da APR, José Carlos Silva.

O Jornal do Campo também destacou a importância da diversificação da produção no Tocantins. Em uma reportagem especial, o programa mostrou como pequenos produtores de municípios como Miracema do Tocantins estão investindo em culturas como milho safrinha e sorgo, que têm menor custo de produção e boa aceitação no mercado. A Seagro informou que está incentivando a rotação de culturas em áreas degradadas, com a distribuição de sementes e assistência técnica.

O programa encerrou com uma entrevista com o deputado estadual Zé Roberto (PT), que criticou a falta de políticas públicas efetivas para o setor. "O governo fala em incentivo, mas na prática, os recursos demoram a chegar e as estradas continuam intransitáveis em várias regiões", afirmou. Ele também cobrou mais transparência nos editais de crédito rural e a ampliação de programas como o Seguro Rural, que atualmente atende menos de 10% dos produtores tocantinenses.

Para os agricultores, a expectativa é que os próximos meses tragam mais clareza sobre os preços dos grãos e a liberação de recursos prometidos pelo governo. Enquanto isso, a comercialização da safra 2024/2025 segue como o principal desafio, com muitos produtores apostando na armazenagem e na venda gradual para evitar prejuízos. Em um estado onde o agronegócio responde por mais de 30% do PIB, as decisões tomadas agora podem definir o futuro de milhares de famílias que dependem da terra para sobreviver.