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Justiça bloqueia R$ 105 mil de pensão do goleiro Bruno

Montante está retido em disputa judicial com empresa de créditos no Rio de Janeiro

📝 Redação CCN21 de agosto de 2026 às 10:52👁 5 leituras
Justiça bloqueia R$ 105 mil de pensão do goleiro Bruno

A Justiça do Rio de Janeiro determinou o bloqueio de R$ 105 mil destinados à pensão alimentícia do filho do goleiro Bruno. O valor, que deveria ser pago mensalmente, foi retido devido a uma ação movida pela empresa PBL Compras de Créditos Judiciais, envolvida em uma disputa sobre a origem dos recursos.

O bloqueio ocorreu após a PBL Compras questionar a legitimidade dos valores que seriam repassados ao beneficiário. A empresa alega que os recursos poderiam estar vinculados a outras obrigações judiciais do atleta, o que levou o juiz responsável pelo caso a determinar a retenção cautelar do montante. A decisão afeta diretamente o pagamento da pensão, que já estava em andamento, e gera incerteza sobre quando os valores serão liberados.

A situação coloca em xeque não apenas o direito do menor, mas também a agilidade do sistema judicial para resolver conflitos que envolvem direitos fundamentais. Enquanto a Justiça analisa os argumentos da PBL Compras, a família do beneficiário enfrenta um impasse que pode se prolongar por meses. Advogados do goleiro Bruno já protocolaram recursos para contestar a decisão, mas o processo ainda depende de análise superior.

A empresa PBL Compras de Créditos Judiciais atua na compra de créditos judiciais, ou seja, adquire direitos a receber valores de decisões judiciais de terceiros. No caso, a companhia alega que os R$ 105 mil poderiam ser parte de uma dívida maior, ainda não quitada pelo atleta, e por isso pediu o bloqueio preventivo. A Justiça, por sua vez, acatou o pedido sob o argumento de que havia risco de dissipação do patrimônio caso os valores fossem liberados antes da definição do mérito.

O valor bloqueado corresponde a cerca de 12 meses de pensão alimentícia, segundo cálculos apresentados nos autos. A decisão judicial não especifica quando o dinheiro será disponibilizado novamente, mas deixa claro que a liberação só ocorrerá após a resolução da disputa entre as partes. Enquanto isso, o beneficiário da pensão segue sem receber os valores, o que pode gerar prejuízos financeiros e emocionais.

A PBL Compras não se pronunciou publicamente sobre o caso, mas documentos judiciais indicam que a empresa já adquiriu outros créditos do goleiro Bruno em processos anteriores. A estratégia da companhia é comum no mercado, onde investidores buscam lucrar com a antecipação de valores judiciais, mesmo que isso signifique litigar contra os próprios devedores.

Advogados do beneficiário da pensão argumentam que o bloqueio fere o princípio da proteção integral à criança e ao adolescente, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente. Eles pedem que a Justiça priorize a liberação imediata dos valores, sob pena de prejudicar o desenvolvimento do menor. A defesa do goleiro Bruno, por outro lado, sustenta que a retenção é necessária para evitar que a empresa use os recursos para quitar outras dívidas do atleta.

O processo tramita na 1ª Vara de Família da Comarca do Rio de Janeiro, onde já foram realizadas duas audiências de conciliação sem acordo. A próxima etapa deve ocorrer em 30 dias, quando as partes apresentarão novas provas. Até lá, a incerteza sobre o destino dos R$ 105 mil mil continua.

A situação reforça os desafios enfrentados por famílias que dependem de pensões judiciais em meio a disputas comerciais envolvendo terceiros. Enquanto a Justiça não define o rumo do caso, o tempo corre contra quem mais precisa do dinheiro: o menor que tem direito a uma vida digna.