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Europa nega prazo extra para adequação de antimicrobianos em carne bovina

União Europeia rejeita pedido do Brasil de transição para alinhamento de regras sanitárias no rebanho bovino.

📝 Redação CCN28 de maio de 2026 às 01:21👁 1 leituras
Europa nega prazo extra para adequação de antimicrobianos em carne bovina

Bruxelas respondeu com um não categórico. O Brasil bateu na porta da União Europeia solicitando um período de transição para que produtores de carne bovina se adequassem às novas restrições sobre o uso de antimicrobianos. A resposta veio fria. Os europeus fecharam as comportas para negociações nesse tema e deixaram o setor pecuário nacional diante de um desafio bem concreto: se adaptar sem mais tempo.

No Tocantins, essa decisão ganha peso diferente. O estado respira pecuária. São milhões de cabeças de gado espalhadas pelas propriedades, frigoríficos que movem a economia local e famílias inteiras que dependem dessa cadeia de produção. Quando Bruxelas aperta as exigências, o impacto sai do papel e chega às porteiras das fazendas em Araguaína, Gurupi e Palmas. Os criadores tocantinenses exportam para o mercado europeu e agora precisam lidar com regras cada vez mais rigorosas sem o colchão de tempo que pediram.

O bife sobre a mesa é o uso indiscriminado de antimicrobianos. Esses medicamentos, quando usados de forma inadequada no rebanho, deixam um rastro perigoso: criam bactérias resistentes que não respondem aos tratamentos convencionais. É um problema de saúde pública planetária. Os órgãos sanitários globais não brincam com isso. A União Europeia, conhecida por suas exigências sanitárias rígidas, resolveu apertar ainda mais o cerco e não aceita transições. Ou o setor se encaixa nas novas regras, ou perde espaço no mercado europeu.

O setor pecuário brasileiro pressionava por um período intermediário. Pedia mais tempo para que frigoríficos revisassem seus protocolos, produtores ajustassem suas práticas de criação e fornecedores encontrassem alternativas aos antimicrobianos. Mas a União Europeia não vê margem para negociação em questões que envolvem segurança alimentar e saúde coletiva. A decisão coloca a indústria contra a parede.

Para produtores tocantinenses e suas cooperativas, o recado está dado. Não há mais tempo de espera. A adaptação precisa começar agora, mesmo que a estrutura produtiva ainda não esteja pronta. As exportações para o mercado europeu, um dos mais valiosos para o agronegócio local, correm risco. A rejeição europeia ao pedido de transição coloca em xeque a competitividade da pecuária tocantinense num dos maiores mercados do mundo.