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Trump limita vistos dos EUA e afeta quem liderou pedidos em 2024

Medida pode barrar até 200 mil vistos B-1/B-2; Brasil foi o maior emissor no ano passado

📝 Redação CCN26 de agosto de 2026 às 21:28👁 3 leituras
Trump limita vistos dos EUA e afeta quem liderou pedidos em 2024

O governo dos Estados Unidos anunciou uma redução drástica no número de vistos B-1 e B-2, usados para viagens de negócios e turismo. A medida, ainda em discussão, pode cortar até 200 mil permissões anuais, afetando diretamente quem já planejava viagens ou negócios no país. A proposta surge em um momento de tensão crescente nas políticas migratórias americanas, com foco em quem mais solicitou esses vistos no ano passado.

A restrição não é aleatória. Dados oficiais mostram que, em 2024, o Brasil liderou o ranking de emissões de vistos B-1/B-2, com um volume significativo de pedidos aprovados. Especialistas ouvidos pela Forbes Brasil explicam que a medida mira justamente aqueles que mais dependem desses vistos para entrar nos EUA, seja por motivos profissionais ou lazer. A decisão reflete uma tendência de endurecimento nas políticas de imigração do governo americano, que já vinha sinalizando mudanças há meses.

Quem está na mira? Primeiro, os viajantes frequentes que usam esses vistos para viagens curtas, muitas vezes sem necessidade de visto de longo prazo. Também entram na lista profissionais que precisam participar de reuniões, feiras ou treinamentos nos EUA, além de estudantes em programas de curta duração. A incerteza agora é grande: até mesmo quem já tem o visto aprovado pode ter a validade revista ou a entrada negada sem aviso prévio.

Os números são claros. Em 2024, o Brasil foi responsável por mais de 10% dos vistos B-1/B-2 emitidos globalmente, segundo registros oficiais. Isso coloca o país no topo da lista de nações afetadas pela nova política. Para quem já tem planos de viagem, a recomendação é agir rápido: verificar a validade do visto atual, avaliar a necessidade de um novo pedido e, se possível, buscar alternativas como visto de trabalho ou estudo, que têm regras distintas.

A medida ainda não entrou em vigor, mas o anúncio já acendeu um alerta entre consulados e escritórios de imigração. Nos EUA, a discussão está polarizada: enquanto alguns defendem o controle migratório, outros alertam para os prejuízos econômicos, especialmente no setor de turismo e negócios. A expectativa é que a implementação comece ainda este ano, com possíveis ajustes após feedback de setores afetados.

O que fazer agora? Quem depende desses vistos deve acompanhar de perto as atualizações do Departamento de Estado americano. A recomendação é não esperar até a última hora para renovar ou solicitar novos documentos. Além disso, é prudente consultar um advogado especializado em imigração para avaliar as melhores opções dentro das novas regras. A incerteza é grande, mas uma coisa é certa: quem não se preparar pode ficar de fora.