Trump avança reforma na Casa Branca apesar de batalha judicial
Obra do salão avança com jornada de 20 horas diárias; governo alega que projeto já está em estágio avançado

A reforma de um salão na Casa Branca segue a todo vapor, mesmo com disputas judiciais em andamento. A equipe trabalha em turnos de 20 horas por dia, segundo informações do governo, que argumenta não ser possível interromper o projeto agora.
O salão em questão é alvo de processos que questionam sua legalidade e necessidade. Enquanto os tribunais analisam os pedidos de suspensão, a administração Trump mantém a obra em ritmo acelerado. Fontes internas afirmam que o avanço já ultrapassou 60% do cronograma inicial, o que, segundo o governo, tornaria a paralisação inviável.
A justificativa apresentada é técnica: interromper agora causaria prejuízos financeiros e atrasos irrecuperáveis. O Executivo alega que a obra já consumiu recursos significativos e que a conclusão é inevitável para evitar desperdícios. A equipe envolvida, composta por dezenas de profissionais, trabalha em regime de plantão, com folgas reduzidas para manter o cronograma.
A situação coloca em xeque a autonomia do Judiciário sobre projetos governamentais. Advogados contrários à obra sustentam que a pressa viola normas de licitação e transparência. Eles pedem a suspensão imediata das atividades até que os processos sejam julgados. O governo, por sua vez, insiste que a paralisação agora seria mais prejudicial do que a conclusão do salão.
O caso ganhou contornos políticos, com parlamentares divididos. Alguns apoiam a continuidade, alegando que a obra modernizará espaços históricos. Outros criticam o ritmo, classificando-o como um desrespeito às instâncias judiciais. A Casa Branca não comentou publicamente, mas fontes próximas ao projeto confirmaram a intensidade dos trabalhos.
A próxima audiência judicial está marcada para daqui a duas semanas. Até lá, a obra deve prosseguir, com a equipe operando em dois turnos diários. O resultado dos processos pode definir não só o futuro do salão, mas também o limite entre a execução de políticas públicas e o respeito ao Poder Judiciário.