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Justiça Eleitoral aplica novas multas em campanha tocantinense

Três decisões do TRE-TO, em agosto, atingem publicações sobre Vicentinho Júnior e somam R$ 40 mil em penalidades

📝 Redação CCN05 de setembro de 2026 às 16:57👁 10 leituras
Justiça Eleitoral aplica novas multas em campanha tocantinense

A Justiça Eleitoral do Tocantins voltou a agir contra conteúdos de campanha considerados irregulares e aplicou três novas multas que, somadas, chegam a R$ 40 mil. As decisões foram tomadas em agosto e atingem publicações relacionadas a Vicentinho Júnior, em mais um capítulo da disputa eleitoral no estado.

Os casos envolvem propaganda irregular, uso de material manipulado e divulgação de informação falsa em ambiente digital. Em um dos episódios, o Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins determinou a retirada de duas postagens de um perfil no Instagram e proibiu o uso da página para propaganda eleitoral, seja favorável ou contrária a candidatos, enquanto ela mantiver finalidade comercial. Em outro, a Justiça também ordenou a remoção de um vídeo editado que, conforme os autos, induzia eleitores ao erro sobre a disputa ao Governo do Tocantins.

Na prática, as decisões reforçam um recado que tem efeito direto sobre o clima da campanha no estado: a internet segue como espaço de monitoramento permanente da Justiça Eleitoral. Para quem acompanha a política tocantinense, isso significa que perfis, páginas e conteúdos publicados nas redes podem ser barrados com rapidez quando a corte identifica propaganda fora das regras, manipulação digital ou tentativa de espalhar desinformação.

As medidas também atingem o bolso de quem descumpre a ordem judicial. Em uma das determinações, a plataforma responsável pelo Instagram recebeu prazo de 24 horas para retirar o material do ar, sob pena de multa diária de R$ 5 mil, limitada inicialmente a R$ 20 mil. A decisão ainda prevê multa de R$ 5 mil para cada nova publicação eleitoral feita em desacordo com a proibição imposta ao perfil empresarial. Em outro processo, o tribunal aplicou nova penalidade dentro do conjunto que fechou em R$ 40 mil.

O ponto central das decisões é a tentativa de impedir que conteúdo editado ou com aparência de jornalismo seja usado como peça de campanha. Nos autos mencionados nas publicações, a Justiça apontou que havia propaganda eleitoral irregular em perfil empresarial, manipulação digital da imagem de Vicentinho e desinformação envolvendo decisões da própria Justiça Eleitoral. Também foi citada a necessidade de frear o uso de material fabricado ou alterado para distorcer a percepção do eleitor.

Para o dia a dia do tocantinense, o tema vai além da disputa entre candidatos. Em períodos eleitorais, a circulação de boatos e vídeos adulterados nas redes costuma chegar rápido a celulares em Palmas, no interior e nos grupos de mensagens de bairros, escolas, repartições e ambientes de trabalho. Quando a Justiça age com multa e remoção, busca conter a repetição desse tipo de conteúdo e preservar um mínimo de equilíbrio no debate público.

As decisões mais recentes se somam a outras medidas adotadas pela Justiça Eleitoral do Tocantins contra desinformação e uso indevido das redes. O próprio tribunal vem orientando eleitores a desconfiar de conteúdos sem fonte clara e a verificar informações em canais oficiais. Agora, com novas punições já fixadas, a tendência é de que a fiscalização siga mais dura sobre perfis e publicações que cruzem a linha da propaganda permitida.

O desdobramento imediato depende do cumprimento das ordens e de eventuais novos recursos ou descumprimentos. Enquanto isso, o TRE-TO mantém sob vigilância a campanha digital, um terreno que ganhou peso decisivo nesta eleição e que deve continuar no centro das disputas nas próximas semanas.