DNA de familiares de desaparecidos pode ser coletado em 12 pontos do Tocantins
Secretaria de Segurança Pública do Tocantins oferece locais para cadastro em Araguaína, Gurupi e mais 10 cidades
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O Tocantins agora tem 12 pontos espalhados pelo estado onde familiares de pessoas desaparecidas podem fazer a coleta de DNA. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), busca agilizar a identificação de corpos e ajudar a solucionar casos que muitas vezes ficam sem respostas por falta de informações. Em Araguaína, Gurupi, Palmas e outras nove cidades, os interessados podem se dirigir a delegacias ou unidades da Polícia Civil para realizar o cadastro, que pode ser feito pessoalmente ou com agendamento prévio.
A coleta de material genético é uma ferramenta fundamental para a identificação de corpos não reclamados ou em estado avançado de decomposição. No Tocantins, a medida chega em um momento em que a pasta reforça ações de combate à violência e à criminalidade, especialmente em regiões com maior incidência de desaparecimentos. Segundo a SSP, a rede de pontos foi ampliada após relatos de famílias que enfrentavam dificuldades para acessar o serviço em outras unidades da federação. Agora, quem mora em cidades como Porto Nacional, Paraíso do Tocantins ou Augustinópolis não precisa se deslocar para longe para garantir que o perfil genético de seus entes queridos esteja cadastrado.
Para quem vive em Araguaína, por exemplo, a coleta pode ser feita na 2ª Delegacia Regional, enquanto em Gurupi o atendimento está disponível na Delegacia de Polícia Civil. Em Palmas, além das delegacias, o Instituto de Identificação do Tocantins (IIT) também recebe os cadastros. A lista completa dos locais, com endereços e horários, foi divulgada pela SSP e está acessível no site oficial do governo estadual. A orientação é que os familiares levem documentos pessoais e, se possível, fotos recentes da pessoa desaparecida para facilitar o processo.
A medida tem impacto direto na vida de quem busca por respostas. Em casos de desaparecimentos, cada dia conta, e a ausência de um cadastro de DNA pode atrasar ou até inviabilizar a identificação de um corpo. No Tocantins, onde a segurança pública é um tema recorrente nas discussões políticas e sociais, a iniciativa reforça o compromisso do estado em oferecer ferramentas que ajudem a reduzir a impunidade. A SSP informou que, desde o início do programa, já foram realizados mais de 500 cadastros, mas não detalhou quantos casos foram solucionados com base nessas informações.
Os pontos de coleta estão distribuídos em todas as regiões do estado, garantindo que ninguém precise percorrer longas distâncias para ter acesso ao serviço. Em Augustinópolis, a coleta é feita na Delegacia de Polícia Civil; em Tocantinópolis, na 1ª Delegacia Regional; e em Xambioá, na Delegacia de Polícia. Nas cidades menores, como Goiatins e Wanderlândia, o atendimento também está disponível, o que amplia o alcance da política pública. A SSP destaca que a participação das famílias é voluntária, mas reforça que o cadastro pode ser decisivo em situações de emergência.
A expectativa é que, com a ampliação dos pontos, mais casos sejam resolvidos nos próximos meses. A pasta não informou se há previsão de novos locais, mas afirmou que a rede será mantida e, se necessário, expandida. Para quem ainda não realizou o cadastro, a orientação é procurar o ponto mais próximo o quanto antes. A SSP também disponibilizou um canal de atendimento para tirar dúvidas, que pode ser acessado pelo telefone ou pelo site da secretaria.
A iniciativa chega em um momento em que o Tocantins discute políticas de segurança pública e direitos das vítimas. Com a coleta de DNA, o estado dá um passo importante para modernizar seus métodos de identificação e oferecer mais esperança às famílias que aguardam por respostas. Enquanto isso, as delegacias e unidades da Polícia Civil seguem como pontos de apoio para quem precisa desse serviço, que pode fazer a diferença entre o desespero e a resolução de um caso.