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Fugitivo de feminicídio é preso em Filadélfia após quase 900 km de perseguição

Suspeito de matar ex-companheira em Taguatinga foi capturado pela Polícia Civil na tarde desta terça-feira, 16, na fronteira com o Maranhão

📝 Redação CCN18 de junho de 2026 às 02:15👁 1 leituras
Fugitivo de feminicídio é preso em Filadélfia após quase 900 km de perseguição

A Polícia Civil do Tocantins fechou o cerco contra um homem acusado de cometer feminicídio na região sudeste do estado. O suspeito, que percorreu quase 900 quilômetros em uma tentativa de fuga, foi preso na tarde desta terça-feira (16) em Filadélfia, no norte tocantinense, quando tentava cruzar para o Maranhão. O crime aconteceu em Taguatinga, cidade a cerca de 400 km de Palmas, e deixou a vítima, Anisiana Pereira da Silva, de 32 anos, morta. O corpo dela foi encontrado abandonado, segundo informações da polícia.

A perseguição começou após o crime, quando o suspeito deixou o local do assassinato e seguiu para o norte do estado. Ele foi capturado pela equipe da Delegacia de Polícia Civil de Taguatinga, que trabalhou em conjunto com a Polícia Civil do Maranhão para rastrear seu deslocamento. A prisão ocorreu em uma estrada vicinal próxima à fronteira, onde o homem foi detido sem resistência. A polícia não divulgou o nome do suspeito, mas informou que ele já tinha histórico de violência contra a vítima.

O caso reacende a discussão sobre a segurança das mulheres no Tocantins, especialmente em cidades do interior, onde a estrutura de proteção muitas vezes é limitada. Anisiana Pereira da Silva era moradora de Taguatinga, município conhecido por sua economia baseada na agricultura e pecuária, mas que também enfrenta desafios como a falta de delegacias especializadas em crimes contra a mulher. A Polícia Civil informou que o suspeito será encaminhado para a prisão preventiva, enquanto as investigações continuam para apurar os motivos do crime.

A prisão do suspeito em Filadélfia, cidade que faz divisa com o Maranhão e é conhecida por sua produção agrícola, chama atenção para a mobilidade dos criminosos no Tocantins. A região norte do estado, onde o homem foi capturado, é cortada por rodovias importantes, como a BR-222, que facilita o deslocamento rápido entre estados. A polícia não detalhou como o suspeito conseguiu percorrer quase 900 km em pouco tempo, mas a perseguição envolveu viaturas e apoio logístico.

As autoridades ainda não se pronunciaram sobre a motivação do crime, mas vizinhos de Anisiana relataram à polícia que o suspeito e a vítima tinham um relacionamento conturbado. A Delegacia de Taguatinga informou que o caso será investigado como feminicídio, crime que ganhou atenção especial no Tocantins após a criação da Lei Maria da Penha no estado. A polícia também analisa imagens de câmeras de segurança da região para rastrear os passos do suspeito antes e depois do crime.

O caso deve ser encaminhado ao Ministério Público do Tocantins, que decidirá sobre a denúncia contra o suspeito. Enquanto isso, a família de Anisiana Pereira da Silva aguarda por justiça, e a sociedade tocantinense volta a debater a necessidade de políticas públicas mais eficazes para combater a violência contra a mulher. A prisão do suspeito não apaga a dor da perda, mas representa um passo importante para a aplicação da lei.

A Polícia Civil não informou se o suspeito tinha passagem pela polícia ou se havia denúncias anteriores contra ele. O caso será acompanhado de perto pela imprensa local, que já cobriu outros episódios de violência contra a mulher no Tocantins, como o feminicídio ocorrido em Gurupi no ano passado. A sociedade espera que a justiça seja rápida e que medidas preventivas sejam adotadas para evitar novos casos.

Enquanto isso, em Taguatinga, a população segue atenta aos desdobramentos. A cidade, que tem cerca de 15 mil habitantes, é um polo regional de saúde e educação, mas também enfrenta problemas como a falta de policiamento ostensivo. A prisão do suspeito em Filadélfia mostra que, mesmo com a distância, a polícia tocantinense não desiste de encontrar os responsáveis por crimes violentos.