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Subvenções aos combustíveis chegam a R$ 40 bilhões, revela ministro

Bruno Moretti, do Planejamento e Orçamento, informa o montante total das ajudas ao setor na quinta-feira (24)

📝 Redação CCN•24 de setembro de 2026 às 17:00•👁 1 leituras
Subvenções aos combustíveis chegam a R$ 40 bilhões, revela ministro

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, informou nesta quinta‑feira (24) que as subvenções aos combustíveis já somam R$ 40 bilhões no Brasil.

A medida faz parte de um conjunto de ações adotadas ao longo de 2023 para conter a alta dos preços provocada pela instabilidade no Oriente Médio. Desde o início da guerra, o governo federal tem recorrido a recursos extraordinários, mantendo o apoio ao setor de transportes e ao consumidor final. O objetivo, segundo o próprio ministro, é reduzir a pressão inflacionária nas bombas e evitar que o aumento do diesel e da gasolina se traduza em elevações nos custos de produção e no preço de alimentos.

Para quem depende do carro ou da motocicleta, a manutenção das subvenções significa que a conta do posto não aumentou tanto quanto poderia. Para as empresas de logística, o alívio no preço dos insumos ajuda a preservar margens de lucro em um cenário de demanda ainda frágil. No entanto, o gasto de R$ 40 bilhões representa quase 1,5 % do PIB, pressionando o equilíbrio das contas públicas e exigindo ajustes em outras áreas do orçamento.

Moretti detalhou a composição do total: R$ 25 bilhões já haviam sido contabilizados em relatórios anteriores; R$ 10 bilhões são provenientes de créditos extraordinários concedidos pelo Tesouro; e R$ 5 bilhões correspondem a despesas previstas para os próximos meses. "Esses números demonstram a dimensão do esforço do Governo para proteger o cidadão diante de choques externos", afirmou o ministro durante entrevista coletiva.

A divulgação dos números abre caminho para discussões no Congresso sobre a sustentabilidade dessas ajudas. Analistas acompanham de perto a possibilidade de que, ao fim da crise no Oriente Médio, o governo avalie a redução ou a extinção das subvenções. Enquanto isso, a população continua acompanhando os indicadores de preço nos postos, que ainda registram variações de acordo com a região.

Nos próximos dias, o Ministério do Planejamento deve apresentar ao Congresso um plano de transição que contemple a retirada gradual dos recursos, bem como mecanismos de compensação para os setores mais vulneráveis. O ministro indicou que a equipe trabalha em um cronograma que alinhe a necessidade de estabilizar os preços com a responsabilidade fiscal, sem anunciar datas específicas.

Com a guerra ainda em curso e o mercado de petróleo volátil, a expectativa é de que o governo mantenha algum grau de intervenção até que a situação internacional se normalize. O debate sobre a extensão das subvenções deverá permanecer no centro das discussões econômicas do país nos próximos meses.