STJ marca depoimento de vítimas de Marco Buzzi para junho
Superior Tribunal de Justiça agendou para 11 de junho a oitiva de duas mulheres que acusam ministro de assédio sexual.

O Superior Tribunal de Justiça marcou para 11 de junho a oitiva de duas mulheres que denunciaram o ministro Marco Buzzi por assédio sexual. Na mesma sessão, 20 testemunhas de defesa e acusação também serão ouvidas.
O caso contra Marco Buzzi começou quando as denunciantes apresentaram suas acusações à corte. As duas mulheres alegam ter sofrido assédio sexual do magistrado, que atua como ministro do STJ. As acusações motivaram a abertura de um processo disciplinar que agora avança para uma fase crucial: a coleta de depoimentos diretos das vítimas.
A data de 11 de junho representa um momento significativo para o processo. Ao agrupar a oitiva das duas vítimas com as demais testemunhas, o tribunal busca consolidar a produção de provas em uma única sessão. Os 20 depoentes que comparecerão incluem tanto testemunhas que apoiam a acusação quanto aquelas arroladas pela defesa do ministro.
Marco Buzzi exerce funções ministeriais há anos e ocupava até recentemente posição de destaque no Judiciário. As denúncias contra ele adquiriram proporção significativa ao ultrapassar o círculo privado e chegar ao conhecimento público através de instituições oficiais. O fato de o próprio STJ estar processando um de seus membros demonstra a seriedade que a corte confere ao caso.
Para as vítimas, chegara a data de depor representa o momento de expor seus relatos diante da instituição que julgará os fatos. O ambiente de um tribunal superior, ainda que formal e intimidador para muitos, oferece um espaço oficial onde suas narrativas ganham peso jurídico. A presença de testemunhas simultâneas amplia a possibilidade de que diferentes perspectivas sobre os eventos sejam conhecidas.
O método adotado pelo STJ de concentrar múltiplos depoimentos em uma sessão única traz eficiência processual. Contudo, para as denunciantes, isso pode significar uma experiência intensa onde seus relatos de assédio serão confrontados com a defesa do acusado no mesmo dia. A estrutura permite que advogados de ambas as partes façam perguntas nas mesmas oportunidades.
O desfecho deste processo pode estabelecer precedentes importantes sobre como o Judiciário lida com acusações de assédio sexual envolvendo seus próprios membros. A condenação, caso se confirme, resultaria em sanções disciplinares graves contra Marco Buzzi. A absolvição, por sua vez, deixaria margem para novas discussões sobre credibilidade das denúncias.
Para os tocantinenses e para toda a sociedade acompanhando o caso, a oitiva de 11 de junho marca o instante em que depoimentos precisos e documentados começarão a moldar o futuro profissional de um ministro do STJ. Trata-se de um momento em que o sistema judiciário enfrenta o desafio de investigar um de seus próprios integrantes com imparcialidade, algo que historicamente tem sido difícil nas estruturas corporativas do Poder Judiciário.