Tebet: ministros do STF podem sofrer impeachment se houver provas
Ex-ministra afirma que ninguém está acima da lei e mantém candidatura ao Senado por São Paulo

Simone Tebet afirmou que ministros do Supremo Tribunal Federal podem sofrer impeachment caso existam denúncias sérias com comprovação factual. A declaração reforça sua posição de que nenhuma autoridade, independentemente do cargo, está isenta de responsabilização legal.
A ex-ministra da Justiça fez questão de deixar clara sua defesa por um estado democrático onde as instituições funcionem de forma equilibrada. Segundo ela, o Brasil precisa voltar ao centro político — uma posição que marca sua trajetória nos últimos anos, especialmente após deixar o Ministério da Justiça.
Tebet não abre mão de sua candidatura ao Senado por São Paulo. A disputa estadual é vista como importante em seu projeto político pessoal, independentemente de quem dispute a Presidência da República. Ela destacou que não faz diferença se Lula enfrente Flávio ou Michelle Bolsonaro nas próximas eleições — sua agenda segue firme.
Essa postura reflete sua estratégia de se apresentar como uma alternativa moderada e institucionalista diante das polarizações que marcam a política brasileira. Ao defender a possibilidade de impeachment para ministros do STF sob condições rigorosas, Tebet busca reforçar a mensagem de que respeita a separação dos poderes e acredita na força do sistema de freios e contrapesos.
A questão do impeachment de ministros da Corte é especialmente sensível num contexto em que o Judiciário enfrenta críticas tanto de setores conservadores quanto progressistas. Tebet posiciona-se como defensora da legalidade, argumentando que o processo deve seguir critérios objetivos e não motivações políticas.
Sua insistência em manter a candidatura ao Senado, mesmo num cenário presidencial incerto, demonstra que ela enxerga valor em construir poder próprio nas instituições legislativas. Uma cadeira no Senado ofereceria plataforma para suas ideias de centro e maior independência em relação aos movimentos presidenciais.
A ex-ministra representa uma corrente política que ganhou relevância nos últimos anos: aquela que se recusa a escolher entre Bolsonaro e Lula, buscando construir uma terceira via. Seus posicionamentos sobre o STF e a necessidade de volta ao centro refletem essa convicção de que o Brasil não resolve seus problemas apenas com polaridades extremas.
O impacto dessa narrativa pode variar conforme a campanha de 2026 se desenvolva. Se de fato Lula enfrentar um Bolsonaro ou um herdeiro político da família, o espaço para candidatas como Tebet permanecerá limitado. Mas sua permanência no debate indica que há mercado eleitoral para quem defenda instituições fortes e democracia sem radicalismos.
Para o eleitorado tocantinense, essa posição de Tebet reafirma a existência de alternativas políticas além do eixo Rio-São Paulo. Ainda que candidata por São Paulo, sua defesa de um Brasil mais equilibrado ressoa em regiões que se sentem ignoradas pelas grandes capitais.
O desdobramento esperado é que Tebet continue construindo sua candidatura senatorial enquanto mantém visibilidade nas discussões sobre o STF e a institucionalidade. Se conseguir eleger-se ao Senado, ganha força para eventual candidatura presidencial em 2030 ou para negociar sua relevância em futuras coligações.