Alerta climático: Sul com tempestades e Centro-Oeste seco
Inmet prevê chuvas fortes no Sul e baixa umidade no Centro-Oeste esta semana; Tocantins pode sentir reflexos indiretos

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta para condições climáticas adversas no início desta semana. Enquanto o Sul do país enfrenta tempestades de intensidade variada, o Centro-Oeste — região que inclui o Tocantins — registra queda acentuada na umidade relativa do ar. A previsão vale até pelo menos quarta-feira, segundo o órgão federal.
As tempestades no Sul prometem ventos fortes e chuvas volumosas, com risco de alagamentos em áreas urbanas e quedas de árvores. No Centro-Oeste, a baixa umidade deve atingir níveis críticos, especialmente entre segunda e quarta-feira, quando os índices podem ficar abaixo de 30% em algumas localidades. O Inmet destaca que a combinação de tempo seco e altas temperaturas pode agravar problemas respiratórios e aumentar o risco de incêndios em áreas rurais.
Para quem vive em Palmas e no interior do Tocantins, os efeitos indiretos já começam a ser sentidos. A baixa umidade, embora menos severa do que no Centro-Oeste, deve deixar o ar mais seco nos próximos dias, exigindo cuidados redobrados com hidratação e prevenção de doenças como asma e bronquite. Em cidades como Gurupi e Porto Nacional, onde a umidade relativa do ar já costuma ser baixa nesta época do ano, a situação pode se agravar, segundo técnicos da Defesa Civil estadual.
O Inmet informou que os alertas foram emitidos com base em modelos meteorológicos atualizados constantemente. A previsão para o Sul aponta para acumulados de chuva entre 50 mm e 100 mm em 24 horas em algumas regiões, enquanto no Centro-Oeste a umidade deve oscilar entre 20% e 40% durante o período mais crítico. Em Palmas, a umidade relativa do ar pode chegar a 35% na terça-feira, segundo estimativas preliminares.
A Defesa Civil do Tocantins já orientou a população a evitar atividades físicas ao ar livre nos horários mais secos do dia, entre 12h e 16h, e a manter ambientes arejados em casa. Em áreas rurais, a recomendação é redobrar a atenção com queimadas, que podem se espalhar rapidamente devido ao tempo seco. Em Araguaína, por exemplo, a prefeitura anunciou a intensificação de fiscalizações em terrenos baldios para coibir focos de incêndio.
Os órgãos estaduais também monitoram o nível dos reservatórios de água, que já enfrentam pressão devido à estiagem prolongada. Em Paraíso do Tocantins, a Companhia de Saneamento do Tocantins (Saneatins) alertou para a possibilidade de rodízio no abastecimento caso a seca se prolongue. A situação é semelhante em outras cidades do estado, onde a captação de água depende diretamente das chuvas sazonais.
A Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) informou que equipes estão em campo para avaliar os impactos da baixa umidade em áreas de cerrado e florestas. Em Gurupi, uma equipe da Semarh já identificou focos de queimadas em áreas de preservação, o que pode agravar a qualidade do ar nos próximos dias.
A previsão do Inmet indica que, a partir de quarta-feira, a umidade deve começar a se recuperar lentamente no Centro-Oeste, mas os efeitos da seca prolongada ainda serão sentidos por semanas. Enquanto isso, no Sul, as chuvas devem persistir até o fim da semana, com risco de novos alertas.
Para quem precisa se deslocar, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) recomenda atenção redobrada nas estradas do Sul, onde as tempestades podem causar alagamentos e queda de barreiras. No Tocantins, a orientação é evitar viagens não essenciais em áreas rurais, especialmente onde há risco de incêndios.
A situação pede cautela de todos. Seja pela saúde, pela segurança ou pela infraestrutura, o clima desta semana exige que moradores e autoridades estejam preparados para os desafios que vêm pela frente.