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Alzheimer ocupa segunda posição entre doenças temidas no Tocantins

Sindifato alerta sobre a necessidade de diagnóstico precoce e apoio ao paciente, em comunicado divulgado esta semana

📝 Redação CCN14 de setembro de 2026 às 13:00👁 3 leituras
Alzheimer ocupa segunda posição entre doenças temidas no Tocantins

O Sindifato divulgou nesta semana que o Alzheimer se tornou a segunda doença mais temida entre a população brasileira, reforçando a urgência de diagnóstico precoce e acolhimento adequado aos pacientes.

A mensagem chegou num momento em que o envelhecimento da população de Palmas tem demandado maior atenção dos serviços de saúde. Consultas de rotina nas unidades do SUS, como a Clínica de Geriatria da Hospital de Urgências de Palmas, já recebem solicitações para avaliações cognitivas, mas a falta de profissionais especializados dificulta a confirmação precoce. O sindicato alerta que a detecção tardia reduz as opções de intervenção e eleva a carga sobre familiares, que muitas vezes assumem o papel de cuidador sem preparo.

Para os moradores do Setor Bueno, do Bairro da Luz ou do Jardim das Flores, a consequência prática pode ser o aumento da procura por exames de imagem e por equipes multidisciplinares. A carência de centros de referência no interior do estado faz com que pacientes precisem se deslocar até cidades como Araguaína ou mesmo ao Distrito Federal para acompanhamento especializado. Essa mobilidade acrescenta despesas de transporte e tempo, impactando a rotina familiar.

Em declaração ao portal, o presidente do Sindifato ressaltou: "Precisamos de um diagnóstico precoce, pois ele abre caminho para o acompanhamento multidisciplinar, reduzindo o sofrimento tanto do paciente quanto de quem cuida dele". O sindicato também destacou a importância de programas de apoio psicossocial nas unidades de saúde de Palmas, que ainda não contam com protocolos padronizados para o Alzheimer.

A chamada do Sindifato chega em paralelo com as discussões na Secretaria de Estado da Saúde sobre a ampliação de capacitação de profissionais de atenção básica. A proposta inclui treinamento de enfermeiros e agentes comunitários para reconhecer sinais iniciais da doença, bem como a criação de grupos de apoio para familiares, que podem ser organizados em centros comunitários como o SESC Palmas.

Nos próximos meses, o sindicato pretende articular com a Defensoria Pública e com a Câmara Municipal de Palmas projetos de lei que garantam recursos para a criação de unidades de atenção ao idoso com foco em doenças neurodegenerativas. A expectativa é que, com a pressão da sociedade civil organizada, sejam alocados fundos estaduais para fortalecer a rede de cuidados, permitindo que o diagnóstico precoce deixe de ser exceção e passe a ser prática rotineira.

Enquanto isso, o Sindifato recomenda que quem percebe alterações de memória, dificuldade de linguagem ou mudanças de comportamento procure imediatamente o posto de saúde mais próximo. A iniciativa visa reduzir o tempo entre o surgimento dos primeiros sintomas e a confirmação da doença, proporcionando ao paciente a chance de acessar terapias que retardam a progressão e melhoram a qualidade de vida.

Assim, a luta pela conscientização e pelo suporte ao portador de Alzheimer ganha novo impulso em Palmas, sinalizando que a demanda por políticas públicas efetivas está em alta e que a comunidade tem papel ativo na construção de um sistema de saúde mais preparado para os desafios do envelhecimento.