Seduc não justifica atraso em reforma da Casa dos Estudantes
Secretaria responde fora do prazo ao Ministério Público sobre obra parada há quase duas décadas em Palmas

A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) deixou o Ministério Público sem respostas sobre o motivo pelo qual a reforma da Casa dos Estudantes permanece paralisada há oito meses. O imóvel, localizado em Palmas, não recebe intervenções estruturais desde 2006.
O órgão estadual foi acionado pelo MP para explicar a demora no andamento do processo, mas apresentou sua resposta fora do prazo estabelecido. Pior: na documentação encaminhada, a Seduc não forneceu esclarecimentos concretos sobre a razão da paralisação.
A Casa dos Estudantes funciona como um equipamento de acolhimento para alunos de municípios do interior do Tocantins que estudam em Palmas. O prédio, após quase duas décadas sem manutenção adequada, apresenta problemas estruturais que comprometem as condições de habitabilidade.
O atraso coloca em xeque o compromisso da administração estadual com a infraestrutura voltada ao estudante do interior. Centenas de jovens dependem dessa moradia para continuar sua formação na capital. Com a reforma travada, eles permanecem em um ambiente que não atende aos padrões mínimos de funcionamento.
A resposta intempestiva da Seduc ao Ministério Público levanta questões sobre o cumprimento de prazos institucionais. O órgão respondeu além do período concedido, sinalizando desorganização administrativa ou falta de prioridade para com o problema.
Técnicos e gestores da Seduc não explicaram se há questões orçamentárias, problemas com licitação ou simplesmente desatualização do projeto que estaria causando o travamento. A falta de clareza alimenta preocupações na comunidade escolar e entre famílias que precisam desse serviço.
O processo de reforma deveria seguir cronograma definido há tempos. A interrupção de oito meses, mesmo que recente, demonstra fragilidade na gestão de projetos voltados ao público estudantil.
Por enquanto, a Casa dos Estudantes continua em condições precárias enquanto a Seduc não apresenta um plano viável para retomar as obras. O Ministério Público acompanha o caso e pode tomar novas medidas se a situação não se reverter.