Eleições 2024: quem disputa governo e Senado no Tocantins
Candidatos ao Executivo e ao Senado Federal são registrados no TRE-TO até 15 de agosto

O Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) encerra nesta quarta-feira, 15 de agosto, o prazo para o registro de candidaturas ao governo do estado e ao Senado Federal. Até o momento, sete nomes já protocolaram seus pedidos para disputar os cargos em outubro, quando os eleitores tocantinenses vão às urnas.
Entre os candidatos ao Palácio Araguaia, sede do governo estadual, estão o atual governador Wanderlei Barbosa (Republicanos), que busca a reeleição, e o ex-prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB). Barbosa, que assumiu o cargo em 2022 após a renúncia de Mauro Carlesse, tenta consolidar sua gestão com foco em obras de infraestrutura e segurança pública. Amastha, por sua vez, promete revisar contratos e priorizar a saúde e a educação, setores que considera críticos para o desenvolvimento do estado.
Para o Senado, três candidatos já oficializaram suas candidaturas: o deputado federal Tiago Dimas (Republicanos), o ex-deputado federal Eduardo Gomes (PL) e o empresário Paulo Mourão (PT). Dimas, que já atuou como secretário estadual, defende a continuidade de políticas de geração de emprego e renda. Gomes, com passagem pela Câmara dos Deputados, aposta em propostas para fortalecer a agropecuária tocantinense. Mourão, que concorre pela primeira vez, promete ampliar investimentos em infraestrutura e saúde.
O prazo para registro de candidaturas foi aberto em julho, e os partidos têm até esta quarta-feira para protocolar os pedidos no TRE-TO. Até agora, nenhum candidato ao governo ou ao Senado desistiu da disputa, mas a lista ainda pode sofrer alterações até o fim do período. O primeiro turno das eleições está marcado para 6 de outubro, com eventual segundo turno para governador no dia 27 do mesmo mês.
Para os eleitores, a escolha entre os candidatos deve considerar não apenas as promessas de campanha, mas também o histórico de cada um. Wanderlei Barbosa, por exemplo, destaca a retomada de obras paralisadas e a redução de índices de criminalidade em algumas regiões. Carlos Amastha, por sua vez, critica a gestão atual e promete um choque de gestão na saúde e na educação. No Senado, Tiago Dimas aponta a necessidade de mais recursos para o Tocantins, enquanto Eduardo Gomes defende a valorização do setor agropecuário, principal motor da economia local.
O TRE-TO informou que até o momento foram protocolados sete pedidos de registro para governador e três para senador. A lista definitiva será divulgada até 20 de agosto, após análise dos documentos pelos servidores do tribunal. Os candidatos ainda têm até 12 de setembro para apresentar a prestação de contas inicial, que será auditada pela Justiça Eleitoral.
A eleição de 2024 promete ser acirrada no Tocantins, especialmente no que diz respeito à sucessão estadual. O governador Wanderlei Barbosa enfrenta a oposição de Amastha, que já governou Palmas por dois mandatos e tem forte base eleitoral na capital. No Senado, a disputa envolve nomes com trajetórias distintas: Dimas, ligado ao atual governo, Gomes, com histórico de atuação federal, e Mourão, que busca espaço pela primeira vez.
Os eleitores tocantinenses terão a palavra final em outubro, mas até lá, os candidatos intensificarão as campanhas, com comícios, debates e propagandas na televisão e rádio. O TRE-TO já anunciou que vai reforçar a fiscalização para evitar irregularidades durante o processo eleitoral, garantindo que a vontade popular seja respeitada.
A expectativa é que a participação dos eleitores seja alta, especialmente em cidades como Palmas, Araguaína e Gurupi, onde a polarização entre os candidatos deve ser mais acentuada. A definição dos novos gestores e senadores será crucial para os próximos quatro anos, período em que o Tocantins enfrentará desafios como a recuperação econômica pós-pandemia e a implementação de políticas públicas eficientes.
Até o fechamento desta edição, o TRE-TO não havia divulgado a lista completa de candidatos, mas a expectativa é que novos nomes possam entrar na disputa até o fim do prazo. Os eleitores devem ficar atentos às propostas e ao histórico de cada postulante para fazer a melhor escolha nas urnas.