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Rui Costa e Jaques lideram corrida ao Senado na Bahia

Pesquisa Paraná Pesquisas mostra ex-ministro com 50,6% e senador com 36,7% entre 1,5 mil eleitores em 64 municípios baianos

📝 Redação CCN01 de julho de 2026 às 10:07👁 8 leituras
Rui Costa e Jaques lideram corrida ao Senado na Bahia

A disputa pelo Senado na Bahia já tem dois nomes consolidados na liderança, segundo a mais recente pesquisa Paraná Pesquisas. O ex-ministro da Casa Civil Rui Costa aparece com 50,6% das intenções de voto, enquanto o senador Jaques Wagner soma 36,7%. O levantamento, realizado entre 1.500 eleitores de 64 municípios baianos, reforça a vantagem do petista sobre o ex-governador, que tenta a reeleição.

O cenário reflete não apenas a força dos dois candidatos, mas também a polarização que marca as eleições no estado. Rui Costa, que deixou o governo federal em 2022 após oito anos à frente da Casa Civil, carrega o peso de uma trajetória política construída desde os tempos de prefeito de Salvador. Jaques Wagner, por sua vez, é um nome histórico do PT na Bahia, tendo governado o estado por dois mandatos e acumulado experiência em cargos públicos. A pesquisa, que tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais, foi divulgada nesta semana e coloca os dois candidatos em patamares distintos, com uma diferença de quase 14 pontos entre eles.

Para os eleitores baianos, a escolha entre os dois pode significar caminhos diferentes para o futuro do estado. Rui Costa, que já foi cotado para disputar o governo estadual, aposta em um discurso de renovação e na experiência acumulada em Brasília. Jaques Wagner, por outro lado, representa a continuidade de uma gestão que, segundo seus apoiadores, garantiu estabilidade e investimentos na Bahia. A campanha, que deve esquentar nos próximos meses, promete ser acirrada, especialmente nas regiões onde a diferença entre os candidatos é menor.

Os números da pesquisa mostram que a liderança de Rui Costa é mais expressiva entre os eleitores com ensino superior e renda acima de cinco salários mínimos. Já Jaques Wagner tem maior apoio entre os mais jovens e nas cidades do interior do estado. A diferença de perfil reflete não apenas estratégias de campanha, mas também as expectativas de uma população que busca soluções para problemas como segurança, emprego e infraestrutura.

Com a campanha ainda em fase inicial, a dinâmica pode mudar rapidamente. A Bahia, que já foi palco de eleições históricas, como a vitória de Lula em 2002, deve manter o protagonismo nas disputas nacionais. Os próximos passos incluem a definição das alianças partidárias e a intensificação dos debates, que podem redefinir o cenário até outubro. Enquanto isso, os eleitores baianos acompanham de perto as movimentações dos dois candidatos, que já começam a traçar suas estratégias para conquistar o voto dos indecisos.