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Hospital universitário de Palmas ganha pedra fundamental com Ayres

Cerimônia em terreno da 1301 Sul marca início das obras do HU-UFT com recursos federais

📝 Redação CCN02 de julho de 2026 às 17:15👁 1 leituras
Hospital universitário de Palmas ganha pedra fundamental com Ayres

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, e o reitor da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Ricardo Ayres, colocaram no chão nesta quarta-feira a pedra fundamental do futuro Hospital Universitário da instituição. A solenidade aconteceu no terreno cedido pela Prefeitura de Palmas, na quadra 1301 Sul, Conjunto 02, Lote 07-A, na Avenida NS-01, região central da capital. O evento reuniu autoridades, professores e estudantes, que comemoraram o marco simbólico para a saúde pública tocantinense.

A obra, financiada exclusivamente pelo Governo Federal, representa um avanço concreto para a rede de saúde do estado. O terreno, de 10 mil metros quadrados, foi doado pela gestão municipal em 2022, após negociações entre a Prefeitura, a UFT e o Ministério da Educação. A escolha do local levou em conta a acessibilidade, próxima a hospitais como o Regional de Palmas e o Materno Infantil, facilitando a integração com serviços já existentes. Segundo a UFT, o hospital será referência em ensino, pesquisa e assistência, com capacidade para atender cerca de 300 mil pessoas da Região Metropolitana de Palmas e municípios do entorno.

Para os moradores da capital e das cidades vizinhas, a construção do HU-UFT chega em um momento de pressão sobre a rede pública. O Hospital Geral de Palmas, único de grande porte da cidade, enfrenta superlotação constante, com filas de espera para consultas e internações. A nova unidade, ainda sem data definida para entrega, promete aliviar a demanda por leitos, exames e procedimentos especializados. Além disso, o hospital será vinculado à UFT, o que deve fortalecer a formação de médicos e enfermeiros no estado, hoje dependente de vagas em outras regiões para estágios e residências.

O investimento federal, ainda não detalhado publicamente, será gerenciado pela UFT em parceria com o Ministério da Saúde. O reitor Ricardo Ayres destacou que a obra é um compromisso antigo da universidade. "Esse hospital não é só um sonho, é uma necessidade. Vamos formar profissionais melhores e oferecer atendimento de qualidade para quem mais precisa", afirmou durante a cerimônia. O governador Wanderlei Barbosa, por sua vez, reforçou o apoio do estado ao projeto, mas não adiantou prazos ou valores. "A saúde é prioridade, e Palmas merece uma unidade como essa", declarou.

A próxima etapa é a licitação das obras, prevista para ocorrer ainda este ano. A UFT já iniciou os estudos de viabilidade técnica e ambiental, enquanto a Prefeitura de Palmas garante que manterá a infraestrutura local durante a construção, como sinalização e acessos. Moradores da 1301 Sul e adjacências, como o Morro da Guia e o Jardim Aureny, já comemoram a chegada do hospital, mas temem transtornos durante as obras. "A gente espera que não atrapalhe muito o dia a dia. A saúde não pode esperar, mas a gente também não pode viver meses com poeira e barulho", comentou uma moradora do entorno, que preferiu não se identificar.

O Hospital Universitário da UFT se soma a outras iniciativas recentes no Tocantins, como a expansão do Hospital Regional de Araguaína e a construção de unidades básicas de saúde em municípios como Gurupi e Porto Nacional. A expectativa é que, até 2026, o estado conte com pelo menos três novos hospitais de médio porte, além de investimentos em equipamentos para unidades já existentes. Para especialistas ouvidos pela reportagem, a chegada do HU-UFT pode reduzir em até 40% a fila de espera por consultas especializadas em Palmas, mas o impacto real só será medido com o andamento da obra.

Enquanto a pedra fundamental seca no terreno da 1301 Sul, a pergunta que fica é: quando os tocantinenses verão o hospital de fato funcionando? A resposta depende de agilidade nos trâmites burocráticos e da liberação dos recursos federais. Até lá, a população segue na expectativa, torcendo para que o sonho não se transforme em mais um projeto adiado no papel.