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Direita populista perde fôlego e Trump encolhe lentamente

Renan Santos, candidato do Missão, avalia queda do populismo e reafirma resistência a decisões judiciais

📝 Redação CCN27 de agosto de 2026 às 17:21👁 4 leituras
Direita populista perde fôlego e Trump encolhe lentamente

O candidato do partido Missão, Renan Santos, afirmou que o ciclo da direita populista está em declínio e que Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, enfrenta um processo de enfraquecimento gradual. A declaração veio durante entrevista em que ele foi questionado sobre suas críticas ao Judiciário e sua disposição de não acatar decisões que julgue ilegais.

Santos não poupou palavras ao analisar o cenário político internacional. Para ele, o populismo de direita, que ganhou força em anos recentes, já mostra sinais de esgotamento. "A direita populista não tem mais fôlego. Trump, por exemplo, está morrendo lentamente, como um fenômeno que não consegue se reinventar", declarou. A fala reforça a posição do candidato, que tem sido vocal em sua oposição a medidas judiciais que considera contrárias à sua agenda política.

A postura de Santos não é isolada. Nos últimos meses, setores da política brasileira têm observado uma redução no apelo de figuras alinhadas ao populismo radical, tanto no Brasil quanto no exterior. Nos Estados Unidos, a popularidade de Trump entre eleitores moderados caiu após episódios como a invasão do Capitólio em 2021 e as investigações sobre sua interferência nas eleições de 2020. Enquanto isso, no Brasil, figuras com discurso semelhante enfrentam queda nas intenções de voto, segundo pesquisas recentes.

O candidato do Missão não se limitou a analisar o passado. Ele sugeriu que o futuro da política global depende da capacidade de renovação dos partidos tradicionais, que, segundo ele, precisam abandonar práticas autoritárias e se aproximar de soluções pragmáticas. "O populismo não é solução. Ele divide, radicaliza e não entrega resultados concretos", afirmou. Santos também reiterou que, caso eleito, não hesitará em contestar decisões judiciais que julgue ilegítimas, uma posição que já gerou polêmica entre juristas e analistas políticos.

A declaração de Santos ecoa um debate mais amplo sobre os rumos da política contemporânea. Enquanto alguns analistas acreditam que o populismo ainda tem espaço em sociedades polarizadas, outros veem sinais de que o fenômeno está perdendo força. Nos últimos dois anos, partidos de centro e esquerda têm recuperado espaço em eleições na Europa e na América Latina, enquanto figuras como Trump enfrentam processos judiciais e desgaste junto ao eleitorado.

Para os eleitores, a discussão levanta questões práticas. Se o populismo realmente estiver em queda, como sugere Santos, o que isso significa para as próximas eleições? Nos Estados Unidos, a eleição presidencial de 2024 já acirrou os ânimos, com Trump liderando as pesquisas nas primárias republicanas, mas com índices de rejeição recorde. No Brasil, a polarização segue alta, mas partidos como o Missão tentam se apresentar como alternativa ao radicalismo.

Santos não ofereceu números ou projeções detalhadas, mas sua fala reflete uma tendência que ganha força entre analistas: o populismo, após anos de ascensão, pode estar perdendo fôlego. Se isso se confirmar, o cenário político global poderia passar por uma reconfiguração nos próximos anos, com a ascensão de lideranças mais moderadas e menos confrontativas.

O que resta saber é se essa mudança será suficiente para reverter a polarização que dominou a política nos últimos tempos. Enquanto isso, candidatos como Santos seguem defendendo suas posições, mesmo que isso signifique enfrentar resistência de setores do Judiciário e da imprensa.