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Fraude em grãos deixa R$ 90 milhões em impostos não pagos

Ministério Público de Goiás deflagra operação contra esquema de sonegação fiscal em cinco estados

📝 Redação CCN26 de agosto de 2026 às 21:28👁 2 leituras
Fraude em grãos deixa R$ 90 milhões em impostos não pagos

O Ministério Público de Goiás (MPGO) deflagrou na manhã desta quarta-feira (26) uma operação contra um esquema de sonegação fiscal que pode ter deixado de recolher mais de R$ 90 milhões em impostos sobre a comercialização de grãos. A ação, batizada de Operação Safra Oculta, mira duas empresas que, segundo o MPGO, acumularam débitos de ICMS em valores milionários. Uma delas movimentou quase R$ 200 milhões em transações comerciais em um curto período, o que chamou a atenção das autoridades.

As investigações começaram após denúncias de irregularidades na emissão de notas fiscais e na declaração de operações de compra e venda de soja, milho e outros grãos. O esquema teria se estendido por Goiás e mais quatro estados, envolvendo empresas que, segundo o MPGO, ocultavam parte das transações para reduzir a carga tributária. A fiscalização identificou que as empresas investigadas não recolheram os impostos devidos, mesmo com faturamento expressivo. A operação resultou na prisão de suspeitos, mas o MPGO não divulgou nomes ou cargos até o momento.

O prejuízo não é apenas para os cofres públicos. Empresas que atuam dentro da lei acabam sendo prejudicadas pela concorrência desleal, já que as que sonegam impostos conseguem oferecer preços mais baixos. Além disso, a sonegação afeta diretamente serviços públicos essenciais, como saúde e educação, que dependem da arrecadação tributária. O MPGO informou que os valores sonegados representam uma fatia significativa do ICMS, imposto estadual que financia parte das despesas governamentais.

Segundo o MPGO, as duas empresas investigadas acumulam débitos de ICMS superiores a R$ 90 milhões. Uma delas, em particular, chamou a atenção por movimentar quase R$ 200 milhões em transações comerciais em um curto espaço de tempo. A fiscalização identificou irregularidades na emissão de notas fiscais e na declaração de operações, o que levou à deflagração da operação. O MPGO não detalhou se há indícios de envolvimento de terceiros ou de outras empresas no esquema.

A Operação Safra Oculta segue em andamento, com a possibilidade de novas prisões e apreensões. O MPGO informou que os investigados poderão responder por crimes como sonegação fiscal, formação de quadrilha e falsidade ideológica. A Justiça ainda não se pronunciou sobre o caso, mas a expectativa é que as investigações avancem rapidamente, dada a complexidade do esquema. Enquanto isso, o setor de comercialização de grãos no país segue sob alerta, com fiscalizações mais rigorosas em estados produtores.

O caso reforça a necessidade de maior controle sobre as operações no agronegócio, setor que movimenta bilhões anualmente. A sonegação fiscal não apenas prejudica a arrecadação, mas também distorce a concorrência, beneficiando empresas que atuam na ilegalidade. Autoridades prometem intensificar as fiscalizações para coibir práticas como essa, que prejudicam toda a economia.