Policial mata filho de vereador em praia de Porto Franco no TO
Luciano Ferreira, 28 anos, foi atingido durante discussão na praia. Suspeito é policial civil de folga. Caso chocou Couto Magalhães e Porto Franco

Um policial civil de folga matou a tiros Luciano Ferreira da Silva, de 28 anos, na praia de Porto Franco, no sul do Tocantins, durante uma discussão. O jovem, que trabalhava como garçom na região, era filho do vereador Lindomar Gomes da Silva, do PT, de Couto Magalhães, cidade vizinha a Porto Franco. O caso, ocorrido há poucos dias, já mobiliza a comunidade local e coloca em xeque a conduta de agentes de segurança fora de serviço.
A vítima e o suspeito se conheciam. Segundo informações preliminares, a discussão teria começado por causa de uma dívida ou desentendimento pessoal, mas os detalhes ainda são apurados pela Polícia Civil do Tocantins. O policial, que não teve o nome divulgado, estava armado e, ao usar a arma, atingiu Luciano no peito. O jovem foi levado ao Hospital Regional de Porto Franco, mas não resistiu aos ferimentos. A Polícia Civil já instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do crime.
O prefeito de Couto Magalhães, Júlio César, do Republicanos, classificou o episódio como uma tragédia que abalou a cidade. "Luciano era um jovem querido, sempre disposto a ajudar, amigo de todo mundo. Perder alguém assim dói demais", afirmou o gestor, que conhecia a família há anos. A notícia se espalhou rapidamente entre moradores de Couto Magalhães e Porto Franco, cidades que mantêm laços estreitos por conta da proximidade geográfica e do comércio local. A praia de Porto Franco, um dos pontos turísticos mais movimentados da região, viu seu ambiente de lazer transformado em cena de crime.
O vereador Lindomar Gomes, pai da vítima, é uma figura conhecida na política local. Eleito pelo PT, tem histórico de atuação em defesa de causas sociais e já foi alvo de críticas por sua postura combativa em plenário. Agora, enfrenta o luto pela perda do filho e a dor de ver um caso tão violento abalar a confiança da população nos agentes de segurança. A família ainda não se pronunciou publicamente, mas vizinhos e amigos relatam que o vereador está abalado.
O caso levanta questões sobre a conduta de policiais civis fora de serviço. No Tocantins, casos de violência envolvendo agentes de segurança não são raros, mas quando atingem civis em situações cotidianas, como uma discussão em ambiente público, o impacto é ainda maior. A Polícia Civil informou que o inquérito será concluído em até 30 dias, mas a demora na apuração pode gerar desconfiança na população.
Para quem vive em Porto Franco ou Couto Magalhães, o crime não é apenas uma notícia distante. A praia, frequentada por famílias nos finais de semana, agora passa a ser associada a um episódio violento. "A gente vinha aqui todo fim de semana com as crianças. Agora, a gente olha pra cá e lembra do Luciano", contou uma moradora que pediu para não ser identificada. O comércio local, que depende do turismo na praia, também pode ser afetado pela imagem negativa que o caso pode gerar.
A Polícia Civil do Tocantins já iniciou as investigações, mas a pressão da sociedade por respostas rápidas é grande. Enquanto isso, a família de Luciano tenta lidar com a perda e a cidade de Couto Magalhães se pergunta como um dia comum na praia se transformou em tragédia. O caso, que ainda está em apuração, deve gerar desdobramentos nos próximos dias, seja na Justiça ou na esfera política.