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DJ Lucas Frota morre em acidente aéreo no Rio de Janeiro

Produtor e DJ carioca radicado nos EUA fazia parte dos seis mortos em colisão entre helicópteros na Zona Oeste do Rio

📝 Redação CCN14 de junho de 2026 às 21:32👁 1 leituras
DJ Lucas Frota morre em acidente aéreo no Rio de Janeiro

Lucas Frota, 33 anos, um dos principais nomes da cena eletrônica brasileira, morreu no domingo (14) ao ser atingido por um helicóptero que colidiu com outro aparelho na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O acidente ocorreu por volta das 9h30, na altura do Recreio dos Bandeirantes, e deixou seis vítimas fatais. Frota, que morava nos Estados Unidos há quase dez anos, estava radicado entre Miami e Los Angeles, onde desenvolvia projetos musicais e se apresentava regularmente.

Nascido no Rio, ele começou a tocar aos 12 anos e rapidamente se destacou no cenário underground, trabalhando com selos especializados em música eletrônica. Nos últimos anos, Frota havia conquistado espaço internacional, com remixes e produções que circularam em festivais e boates de grande porte nos EUA e na Europa. Amigos e colegas de profissão descrevem o carioca como um artista versátil, capaz de transitar entre diferentes estilos dentro do gênero, sempre com um olhar atento às inovações do mercado.

A colisão entre os helicópteros aconteceu durante um voo de treinamento, segundo informações preliminares da Polícia Civil do Rio. Um dos aparelhos transportava passageiros, enquanto o outro fazia manobras aéreas. Testemunhas relataram que os dois helicópteros caíram em chamas, espalhando destroços por uma área próxima à praia do Pontal. A Defesa Civil confirmou que não houve sobreviventes. A investigação deve analisar se houve falha humana ou técnica nos aparelhos.

Frota deixa um legado de mais de duas décadas dedicadas à música. Em 2022, ele lançou um EP com remixes de clássicos da house music, que foi bem recebido pela crítica especializada. Nos últimos meses, trabalhava em um novo projeto, ainda não divulgado, que prometia explorar sons mais experimentais. O acidente chocou a comunidade artística brasileira, que perdeu não apenas um produtor talentoso, mas também um profissional que ajudava a conectar o Brasil ao circuito internacional da música eletrônica.

Para quem acompanha a cena tocantinense, a morte de Frota reforça os riscos que artistas brasileiros enfrentam ao buscar projeção fora do país. Muitos músicos do Tocantins e de outras regiões do Brasil migram para centros como São Paulo, Rio ou até mesmo para o exterior em busca de oportunidades, mas a falta de regulamentação e segurança no transporte aéreo — especialmente em voos privados — expõe uma realidade pouco discutida. No Tocantins, onde a cultura eletrônica ganha força com festivais locais, a perda de um nome como Frota serve como lembrete da fragilidade de quem depende de viagens constantes para manter carreira.

A família de Frota ainda não se pronunciou publicamente sobre o acidente. A Polícia Civil do Rio informou que deve concluir as investigações em até 30 dias, com a emissão de um laudo preliminar nos próximos dias. Enquanto isso, a comunidade artística brasileira se mobiliza para homenagear o produtor, com shows e transmissões ao vivo que devem ocorrer ainda nesta semana. A morte de Lucas Frota não é apenas a perda de um talento, mas um alerta sobre os desafios enfrentados por quem escolhe viver da arte em um mercado cada vez mais globalizado e, ao mesmo tempo, inseguro.