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Motorista devolve R$ 131 milhões por erro bancário e luta por recompensa

Antônio Pereira do Nascimento, morador de Palmas, devolveu valor depositado por engano em 2023; Justiça nega recurso do Bradesco e ação segue em andamento

📝 Redação CCN27 de agosto de 2026 às 17:21👁 3 leituras
Motorista devolve R$ 131 milhões por erro bancário e luta por recompensa

Um motorista de Palmas devolveu R$ 131 milhões que caíram por engano em sua conta bancária em 2023. Antônio Pereira do Nascimento, que trabalha como motorista na capital, entrou em contato com o Bradesco no mesmo dia para devolver o dinheiro. O caso, que ganhou repercussão nacional, agora enfrenta um novo capítulo na Justiça: a defesa do banco tentou reverter uma decisão anterior, mas o recurso foi negado novamente.

O depósito indevido aconteceu em outubro de 2023. Na ocasião, Nascimento procurou a agência do Bradesco em Palmas para regularizar a situação. Segundo registros judiciais, ele não hesitou em devolver o valor, mesmo sem saber a origem do erro. O episódio levantou discussões sobre a responsabilidade dos bancos em casos de transferências equivocadas e os direitos de quem recebe o dinheiro por engano.

A ação movida pelo motorista pede indenização por danos morais e o direito à recompensa prevista em lei para quem devolve valores recebidos por erro. Na última decisão, a Justiça manteve a negativa do Bradesco ao recurso apresentado pela defesa do banco. O processo segue tramitando na Vara Cível de Palmas, sem previsão de julgamento definitivo.

O caso chama atenção porque, em situações semelhantes, muitos beneficiados optam por não devolver o dinheiro, temendo consequências ou acreditando que o erro não seria descoberto. Nascimento, no entanto, agiu de forma diferente: procurou o banco imediatamente e formalizou a devolução. Agora, ele busca reconhecimento legal pelo gesto e compensação pelos transtornos causados.

O Bradesco, por meio de sua defesa, argumentou que o motorista não teria direito à recompensa, alegando que o valor não foi efetivamente perdido pelo banco. A Justiça, contudo, não acatou o recurso, mantendo a decisão anterior. O processo continua aberto, e a próxima audiência deve ser marcada em breve.

Para quem acompanha o caso, a dúvida persiste: o que aconteceria se o motorista não tivesse devolvido o dinheiro? Em 2023, erros bancários como esse não são raros, mas a devolução voluntária é um ato de honestidade que, muitas vezes, passa despercebido. Em Palmas, onde a confiança nos serviços financeiros é essencial para a rotina de trabalhadores e empresas, episódios como esse reforçam a importância da transparência.

A Justiça ainda não se pronunciou sobre o mérito da indenização por danos morais. Enquanto isso, Antônio Pereira do Nascimento segue com sua rotina de motorista, mas agora também como protagonista de uma história que pode redefinir como o sistema bancário lida com erros dessa magnitude.

O caso deve continuar gerando debates sobre ética, responsabilidade e os limites da Justiça em situações que envolvem valores milionários. Em Palmas, onde a população depende de serviços bancários confiáveis, a decisão final será acompanhada de perto.