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Altura de Cintia Dicker: o detalhe que abriu portas no mundo da moda

Modelo gaúcha, 1,78 m, virou referência internacional aos 16 anos com contratos em marcas como Victoria’s Secret

📝 Redação CCN17 de junho de 2026 às 10:07👁 1 leituras
Altura de Cintia Dicker: o detalhe que abriu portas no mundo da moda

A modelo Cintia Dicker, que nasceu em Porto Alegre e se tornou um nome conhecido nas passarelas de Paris, Nova York e Milão, tem um detalhe físico que muitos não percebem de imediato: 1,78 metro de altura. Não é qualquer medida. Na indústria da moda, onde a estatura é um dos primeiros filtros para quem quer entrar no meio, essa altura foi o que permitiu que ela se destacasse entre milhares de candidatas. Em um mercado onde as agências buscam corpos que se encaixem nos padrões internacionais, os 5 pés e 10 polegadas de Cintia foram o passaporte para uma carreira que a levou a desfilar para grifes como Chanel, Dior e Victoria’s Secret.

A descoberta aconteceu ainda na adolescência, quando ela tinha 16 anos. Um olheiro a viu em um shopping de Porto Alegre e, em questão de meses, ela já assinava contrato com uma agência renomada. Não demorou para que as convocações para desfiles internacionais começassem a chegar. Hoje, aos 38 anos, Cintia é um exemplo de como um detalhe pode mudar uma trajetória. Para quem acompanha o mercado da moda no Tocantins, onde as tendências internacionais chegam com atraso, mas com força, a história dela serve como inspiração. Em Palmas, por exemplo, as escolas de modelagem e os cursos de styling têm visto um aumento no número de alunos interessados em entender não só a parte técnica, mas também os bastidores de uma carreira que parece glamurosa, mas exige muito esforço.

Na capital tocantinense, onde a moda ainda é um setor em crescimento, a trajetória de Cintia Dicker é citada em salas de aula e conversas entre jovens que sonham em seguir carreira na passarela. O coordenador do curso de Design de Moda da Universidade Federal do Tocantins (UFT), campus de Palmas, lembra que a altura é apenas um dos fatores que definem o sucesso na área. "A estatura ajuda, mas o que faz a diferença é a disciplina, a postura e a capacidade de se adaptar a diferentes ambientes. No Tocantins, temos alunos que buscam esse caminho, mesmo sabendo que o mercado aqui é pequeno", explica. Segundo ele, a maioria dos estudantes que ingressam no curso já tem noção de que precisarão se deslocar para outras cidades ou até mesmo para o exterior para conseguir oportunidades.

A modelo gaúcha não é a única referência internacional que os tocantinenses têm como espelho. Em eventos como o Fashion Week de Palmas, que já aconteceu em edições anteriores, desfiles locais mostram que a moda no estado está em movimento. No entanto, a falta de agências especializadas e a distância dos grandes centros de moda ainda são barreiras. "Aqui, a gente aprende muito com o que vem de fora, mas também precisamos criar nossa própria identidade", diz uma aluna do curso de Design de Moda da UFT, que prefere não se identificar. Para ela, a história de Cintia Dicker é um lembrete de que, mesmo em um mercado competitivo, é possível se destacar com determinação.

Enquanto isso, em Porto Alegre, a cidade que viu Cintia começar sua carreira, a modelo segue como uma das principais referências brasileiras no exterior. Recentemente, ela participou de campanhas publicitárias internacionais e ainda é presença constante em editoriais de revistas de moda. No Tocantins, onde a moda ainda é um setor em construção, a trajetória dela é usada como exemplo em palestras e workshops. O que fica claro é que, para quem quer seguir esse caminho, a altura pode ser um detalhe importante, mas não é o único fator que define o sucesso. O que realmente importa, como Cintia mostrou ao longo dos anos, é a capacidade de se reinventar e aproveitar as oportunidades que aparecem.