Professores cedidos cobram progressão funcional; Secretaria diz que pedidos estão sendo analisados

Professores da rede estadual do Tocantins que estão cedidos para outros órgãos ou funções reivindicam que o período de cessão seja contabilizado para fins de progressão na carreira, conforme preveem as regras do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) do magistério. A categoria argumenta que a não contagem desse tempo representa um prejuízo financeiro e de carreira para os profissionais que aceitaram atuar em funções fora de suas unidades de lotação.
A Secretaria de Estado da Educação reconheceu a demanda e informou que os pedidos apresentados pelas entidades representativas dos professores estão em processo de análise técnica e jurídica. Não foi dado prazo para uma resposta definitiva, o que frustra parte da categoria, que aguarda há meses uma solução para a questão.
Sindicatos de professores alertam que a falta de resposta pode desestimular futuros processos de cessão, já que os profissionais não teriam garantias de que esse tempo de serviço em outros órgãos terá reconhecimento na progressão funcional. O impasse é mais um capítulo da tensão permanente entre o funcionalismo público do magistério e o governo estadual em torno das regras de carreira e remuneração.