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Professor afastado após investigação de assédio sexual em escola de Novo Alegre

Docente de 60 anos é removido do cargo por suspeita de condutas impróprias contra alunas no sudeste tocantinense.

📝 Redação CCN02 de junho de 2026 às 10:29👁 1 leituras
Professor afastado após investigação de assédio sexual em escola de Novo Alegre

Um professor de 60 anos foi afastado do cargo nesta segunda-feira (1º) após investigação da Polícia Civil identificar condutas impróprias contra estudantes em um colégio estadual de Novo Alegre, no sudeste do Tocantins.

A decisão atende a solicitação formal da 106ª Delegacia de Polícia de Aurora do Tocantins, que coordenou o inquérito que revelou o caso. As investigações policiais encontraram evidências de que pelo menos quatro alunas foram alvo de abordagens abusivas por parte do docente.

O caso ganhou dimensão investigativa quando a Polícia Civil começou a apurar as denúncias junto à instituição de ensino. Os depoimentos coletidos durante a investigação corroboraram as acusações, levando a polícia a solicitar o afastamento imediato do profissional como medida de proteção às estudantes.

Embora os detalhes específicos das condutas impróprias ainda estejam sob sigilo investigativo, a gravidade das acusações justificou a ação rápida tanto da polícia quanto da administração escolar. O afastamento representa a primeira medida administrativa concreta para garantir a segurança das meninas dentro do ambiente escolar.

O episódio ressoa com particular intensidade em cidades do interior do Tocantins, onde instituições escolares ocupam papel central na comunidade. Pais e responsáveis dependem dessas escolas não apenas para educação formal, mas também como espaços de proteção e confiança. A descoberta de condutas abusivas dentro de uma instituição estadual coloca em questão os mecanismos de fiscalização internos.

Para os alunos e alunas de Novo Alegre, essa situação cria um incômodo duplo: além do trauma potencial das vítimas diretas, toda a comunidade escolar se vê obrigada a repensar sua segurança. A confiança depositada pelos pais no colégio fica abalada, ao menos temporariamente.

A Secretaria Estadual de Educação ainda não se pronunciou publicamente sobre medidas futuras, mas o afastamento do professor sugere que a instituição está levando as denúncias a sério. Investigações desta natureza costumam desdobrar-se em procedimentos disciplinares formais e possível encaminhamento para a justiça criminal, dependendo dos achados policiais.

As vítimas identificadas durante o inquérito terão acesso a apoio psicológico disponibilizado pela rede estadual, embora informações sobre estrutura de atendimento em Novo Alegre ainda não tenham sido divulgadas. Cidades menores frequentemente enfrentam desafios para oferecer este tipo de serviço especializado.

O episódio também abre espaço para discussão sobre protocolos de denúncia em escolas tocantinenses. Quantos outros casos podem permanecer ocultos por falta de canais claros de comunicação entre alunos, pais e direção? A resposta está no ar, mas este afastamento oferece ao menos um sinal de que denúncias não serão ignoradas quando chegam às autoridades competentes.