Secretária de Saúde de Palmas é presa por suposta fraude em UPAs
Dhieine Caminski e superintendente foram presos nesta terça-feira (10) em operação da Polícia Civil que investiga irregularidades na terceirização das UPAs

A secretária municipal de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski, foi presa na manhã desta terça-feira (10) durante uma operação da Polícia Civil que apura fraudes no processo de terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital. O superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, também foi detido no mesmo momento. A decisão judicial que autorizou as prisões foi baseada em relatos de testemunhas que acusam os dois de tentar interferir nas investigações, inclusive monitorando depoimentos e direcionando falas.
A operação faz parte de um inquérito que já dura meses e ganhou força após denúncias de irregularidades nos contratos das UPAs. Segundo informações da Polícia Civil, as testemunhas relataram que Dhieine Caminski e Andreis Vicente da Costa teriam agido para evitar que detalhes comprometedores viessem à tona, o que levou a Justiça a decretar a prisão preventiva de ambos. A investigação ainda está em andamento, mas os indícios apontam para um esquema de favorecimento em licitações e superfaturamento de serviços.
Para quem depende do sistema público de saúde em Palmas, a notícia reforça a preocupação com a gestão dos recursos e a transparência nos processos. As UPAs são essenciais para o atendimento emergencial da população, especialmente em bairros como o Jardim Aureny, onde a demanda por serviços de saúde é alta. A prisão da secretária e do superintendente levanta dúvidas sobre a qualidade dos serviços prestados e a segurança dos contratos firmados pela prefeitura. Moradores e profissionais da saúde ouvidos pela reportagem pediram cautela até que os fatos sejam esclarecidos, mas muitos já questionam como essas irregularidades podem ter passado despercebidas por tanto tempo.
A Polícia Civil confirmou que a operação foi deflagrada com base em provas colhidas ao longo da investigação, incluindo depoimentos e documentos que indicam possíveis desvios. A Justiça, ao analisar os relatos das testemunhas, entendeu que havia risco de interferência nos depoimentos e, por isso, decretou a prisão preventiva. Dhieine Caminski e Andreis Vicente da Costa foram levados para a Cadeia Pública de Palmas, onde aguardam a definição de seus processos.
O caso deve repercutir na Câmara Municipal, onde vereadores já sinalizam a intenção de convocar audiências públicas para discutir a gestão da saúde em Palmas. O prefeito de Palmas, que não foi citado na decisão judicial, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto. Enquanto isso, a população segue atenta, esperando por respostas sobre o futuro das UPAs e a continuidade dos serviços que atendem milhares de tocantinenses todos os dias.
A investigação continua, e a Polícia Civil informou que novas medidas podem ser adotadas nos próximos dias. A população pode acompanhar os desdobramentos pelos canais oficiais da corporação e da prefeitura, que devem prestar esclarecimentos à medida que os fatos forem apurados.