Harry e Meghan retornam ao Reino Unido com os filhos
Príncipe Archie e princesa Lilibet começam ano letivo em escola britânica em setembro — decisão marca mudança definitiva no estilo de vida do casal

O duque e a duquesa de Sussex, príncipe Harry e Meghan Markle, anunciaram que vão fixar residência no Reino Unido após anos vivendo nos Estados Unidos. A decisão, que põe fim a um longo período de incertezas sobre o futuro da família, foi oficializada com a matrícula de seus dois filhos em uma escola britânica. Archie, de 9 anos, e Lilibet, de 2, iniciarão o ano letivo em setembro em um colégio privado de Londres, sinalizando o início de uma nova fase para o casal.
A escolha da instituição não foi revelada, mas fontes próximas ao casal confirmaram que a escola atende aos padrões educacionais e de segurança desejados pela família. A decisão de voltar ao Reino Unido não é apenas uma questão logística, mas também um marco simbólico. Desde que deixaram a vida pública em 2020, Harry e Meghan viveram entre a Califórnia e a Inglaterra, divididos entre compromissos profissionais e a criação dos filhos. Agora, a mudança definitiva reforça o desejo de criar os herdeiros longe das pressões midiáticas que marcaram seu tempo na realeza.
Para os britânicos, a notícia tem um peso adicional. A família real, há séculos, é um símbolo de estabilidade e tradição, mas também de controvérsias. A saída de Harry e Meghan em 2020, após anos de tensões com a Coroa, dividiu a opinião pública. Enquanto alguns viram na decisão uma busca por liberdade, outros interpretaram como um rompimento com a instituição que representava sua história. Agora, o retorno pode ser lido como um gesto de reconciliação ou, ao menos, de adaptação a um novo papel dentro da monarquia.
A rotina dos filhos será outro ponto de atenção. Archie, que já estudou em escolas americanas, terá de se adaptar ao sistema educacional britânico, conhecido por sua rigidez e ênfase em tradições. Lilibet, ainda pequena, começará sua formação em um ambiente que valoriza a disciplina e a hierarquia — valores distintos dos que a família experimentou nos EUA. A escolha da escola, portanto, não é apenas uma decisão prática, mas uma declaração de intenções sobre o futuro que Harry e Meghan querem construir para seus filhos.
O casal, que desde 2020 tem se dedicado a projetos independentes — como a fundação Archewell e acordos com plataformas de streaming —, agora terá de equilibrar essas atividades com a vida no Reino Unido. A proximidade com a família real, especialmente com o rei Charles III, pai de Harry, será um dos desafios. Nos últimos anos, as relações entre eles foram marcadas por silêncios públicos e tentativas de reaproximação fracassadas. Se a mudança de endereço facilitará ou não esse diálogo, ainda é cedo para dizer.
O que se sabe é que a decisão de matricular os filhos em uma escola britânica é um passo concreto rumo à normalização de suas vidas. Para os fãs da realeza, será uma oportunidade de acompanhar de perto como a família se reinsere na sociedade que, outrora, deixou para trás. Para os críticos, pode ser mais um capítulo de uma história que ainda não encontrou seu final. De qualquer forma, o ano de 2024 promete ser um divisor de águas para Harry, Meghan e seus filhos, com a rotina escolar servindo como ponto de partida para uma nova etapa.
Resta saber como a imprensa britânica — que já foi acusada pelo casal de perseguição — lidará com essa volta. A cobertura midiática nos últimos anos foi intensa, com manchetes que oscilaram entre o apoio e a crítica ferrenha. Se a mudança trará mais tranquilidade ou apenas uma trégua temporária, só o tempo dirá. Uma coisa é certa: o Reino Unido, que sempre foi o palco de suas vidas, volta a ser o centro de suas atenções.