Montes Claros disponibiliza semaglutida na rede municipal de saúde
Prefeitura publica protocolo para uso da semaglutida, medicamento contra obesidade, na rede pública de Montes Claros, a partir de 23 de setembro

A Prefeitura de Montes Claros anunciou, nesta quarta-feira (23), a inclusão da semaglutida – popularmente conhecida como “caneta emagrecedora” – no catálogo de medicamentos oferecidos pela rede municipal de saúde.
A decisão surge após a Secretaria Municipal de Saúde elaborar um protocolo que define critérios de elegibilidade e estabelece o fluxo de atendimento para os pacientes. A medida reflete a crescente preocupação das autoridades de saúde com a epidemia de obesidade, que tem sido apontada como fator de risco para doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. A semaglutida, já utilizada em diversos países como tratamento de perda de peso, chega à esfera pública como alternativa para quem não responde a intervenções dietéticas ou físicas convencionais.
Para acessar o medicamento, os interessados deverão passar por avaliação em unidades de saúde credenciadas, apresentar diagnóstico de obesidade e atender aos requisitos clínicos especificados no documento oficial. O protocolo, publicado na edição do Diário Oficial de Montes Claros desta quarta-feira, inclui etapas de acompanhamento médico, exames laboratoriais periódicos e orientação nutricional. A exigência de acompanhamento tem como objetivo garantir o uso adequado da droga e prevenir efeitos adversos.
Com a liberação, a rede municipal espera ampliar o acesso a terapias avançadas e reduzir a carga de complicações associadas ao excesso de peso. Pacientes que antes dependiam de soluções privadas ou de tratamentos experimentais agora contam com uma opção respaldada por protocolos técnicos. A iniciativa também pode aliviar custos a longo prazo, ao diminuir a necessidade de intervenções hospitalares decorrentes de comorbidades ligadas à obesidade.
A publicação oficial traz detalhes como a necessidade de prescrição por médico especialista, limites de dosagem e a obrigação de registro de cada prescrição no sistema de saúde municipal. Segundo a secretaria, a medida já está em fase de implementação e as primeiras unidades de pronto‑atendimento devem iniciar o fornecimento nas próximas semanas.
O próximo passo da administração será monitorar a adesão ao programa e analisar os resultados clínicos obtidos pelos pacientes. Relatórios trimestrais deverão ser enviados ao Conselho Municipal de Saúde, permitindo ajustes no protocolo conforme a experiência prática. Caso os indicadores mostrem redução significativa nos índices de obesidade, a estratégia pode ser replicada em outras regiões do estado.