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Leilão em Araguaína oferece casas por R$ 44,6 mil a partir de outubro

Prefeitura municipal lança edital com 15 imóveis residenciais em bairros como Centro e Jardim América; lances começam dia 15

📝 Redação CCN03 de julho de 2026 às 17:15👁 1 leituras
Leilão em Araguaína oferece casas por R$ 44,6 mil a partir de outubro

A Prefeitura de Araguaína abriu as portas para quem busca um imóvel próprio sem precisar enfrentar filas de bancos ou juros altos. A partir do dia 15 de outubro, a gestão municipal promove um leilão com 15 casas residenciais, cujos lances mínimos partem de R$ 44,6 mil. Os imóveis estão espalhados por bairros tradicionais como Centro, Jardim América e Setor Santa Luzia, oferecendo opções para diferentes perfis de moradores.

O edital, publicado na última semana, detalha que os imóveis foram incorporados ao patrimônio público após processos judiciais ou dívidas não quitadas com a administração. Segundo a Secretaria Municipal de Fazenda, a iniciativa faz parte de um plano maior para reduzir o déficit habitacional na cidade, que já soma mais de 5 mil famílias cadastradas em programas como o Casa Verde e Amarela. A prefeita de Araguaína, Wagner Rodrigues, destacou que a ação busca agilizar a destinação desses bens, injetando recursos no caixa municipal e, ao mesmo tempo, oferecendo moradia a preços acessíveis. "São casas prontas para morar, em bairros consolidados, com documentação regularizada", afirmou a gestora em entrevista ao *Capital da Notícia*.

Para os interessados, o processo é simples: basta se inscrever no site da prefeitura até o dia 10 de outubro, apresentar documentação pessoal e pagar uma taxa de R$ 100 para participar. Os lances serão realizados de forma presencial na sede da Secretaria de Fazenda, localizada na Avenida Pará, no Centro de Araguaína. Os valores mínimos variam conforme o tamanho e a localização dos imóveis, mas a prefeitura garante que todas as unidades estão em condições de uso, sem necessidade de reformas.

A ação chega em um momento em que o mercado imobiliário de Araguaína enfrenta dois cenários opostos. De um lado, a alta demanda por moradias populares, impulsionada pelo crescimento populacional — a cidade já ultrapassa os 180 mil habitantes. De outro, a escassez de opções dentro do programa Minha Casa Minha Vida, cujas vagas são disputadas há meses. "Muitas famílias estão esperando há anos por uma oportunidade como essa", contou Maria das Graças, moradora do Setor Santa Luzia, que planeja participar do leilão. "A gente sabe que os imóveis não são novos, mas para quem não tem condições de comprar um terreno e construir, é uma chance."

A prefeitura não divulgou o valor total estimado com a venda dos imóveis, mas informou que os recursos serão destinados a obras de infraestrutura na cidade, como pavimentação de ruas e melhorias em escolas. A expectativa é que o leilão arrecade pelo menos R$ 1 milhão, considerando os valores mínimos. Para quem não puder arcar com o lance inicial, a administração municipal estuda a possibilidade de parcelamento em até 12 vezes, mas ainda não há detalhes fechados sobre essa alternativa.

Os interessados devem ficar atentos ao edital, disponível no site da prefeitura e na sede da Secretaria de Fazenda. A entrega dos imóveis aos vencedores está prevista para até 30 dias após o pagamento do lance, com escritura pública assinada pela prefeitura. Para dúvidas, a população pode ligar para o telefone (63) 3411-1500 ou comparecer ao balcão de atendimento na Avenida Pará. A próxima edição do leilão já está sendo planejada, com previsão para o primeiro semestre de 2025, segundo a gestão municipal.

Enquanto isso, em Palmas, a notícia do leilão em Araguaína acendeu um debate sobre a possibilidade de iniciativas semelhantes na capital. Moradores de bairros como Taquaralto e Plano Diretor Sul cobram mais agilidade da Prefeitura de Palmas na destinação de imóveis públicos, muitos deles ocupados irregularmente. "Se funciona em Araguaína, por que não aqui?", questionou um leitor em uma rede social. A Secretaria Municipal de Habitação de Palmas informou que estuda alternativas, mas ainda não há previsão para um edital como esse.