Preço do boi gordo se aproxima novamente de R$ 360 por arroba
Valor do animal pronto para abate volta a ficar próximo ao recorde de abril, indica levantamento da Farmnews

O preço do boi gordo subiu novamente e está próximo a R$ 360 por arroba, conforme avaliação divulgada nesta quinta‑feira pelos negociantes do mercado de carnes. A cotação chegou ao patamar mais alto desde o final de abril, sinalizando uma nova fase de recuperação após meses de queda.
A alta reflete a reversão de uma tendência de baixa que pressionou os criadores ao longo do primeiro semestre. Após um período de oferta abundante e demanda moderada, os indicadores de consumo interno começaram a melhorar, favorecendo o ajuste dos preços. Esse movimento ganha força à medida que os frigoríficos anunciam planos de ampliação da produção, incentivando os produtores a manterem o gado em pé por mais tempo. O cenário também acompanha a estabilização do câmbio, que reduz os custos de insumos importados e reforça a confiança do setor.
Para os pecuaristas, a elevação do preço representa um alívio financeiro: a margem de lucro volta a se estreitar, permitindo investimentos em melhoramento genético e em infraestrutura de manejo. Por outro lado, as empresas de abate podem enfrentar um aumento nos custos de aquisição do rebanho, o que pode ser repassado ao consumidor final nas prateleiras dos supermercados. O ajuste nos preços de carne bovina pode ainda influenciar a balança comercial do agronegócio, já que o Brasil mantém posição de destaque nas exportações.
Os números divulgados mostram que a arroba do boi gordo ultrapassou a marca dos R$ 360, ultrapassando o valor registrado em setembro de 2023, quando foi cotada a R$ 357,4. A fonte da informação, o portal Farmnews, destaca ainda que a expectativa dos agentes de mercado é de continuidade desse movimento de alta nas próximas sessões. Não há indicações de que fatores externos, como variações climáticas extremas, estejam interferindo significativamente neste momento.
O que se espera nos próximos dias é a observação dos indicadores de consumo e das reservas de carne nos principais armazéns do país. Caso a demanda mantenha o ritmo ascendente, os preços podem firmar-se acima dos R$ 360 por arroba, pressionando ainda mais a cadeia produtiva. Analistas sugerem que os resultados dos próximos relatórios de exportação e as decisões de política monetária serão determinantes para definir se o mercado sustenta essa trajetória ou se recua para níveis mais baixos.