Santa Casa mantém UPAs enquanto Prefeitura perde prazo
Santa Casa segue administrando as UPAs de Palmas após o fim do prazo para a Prefeitura reassumir as unidades; gestão municipal não se manifestou sobre o caso
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O prazo para a Prefeitura de Palmas reassumir o controle das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) 1, 2 e 3 se encerrou sem que a administração municipal desse qualquer sinal de retomada. Com isso, a Santa Casa de Misericórdia de Palmas segue à frente da gestão dessas unidades, que são responsáveis por atender milhares de pacientes diariamente na capital.
A situação coloca em evidência a relação entre o governo municipal e a entidade filantrópica, que já administra as UPAs há mais de um ano. Desde então, a Prefeitura vinha negociando a volta à gestão direta das unidades, mas o prazo estabelecido para a transição não foi cumprido. A Santa Casa, por sua vez, não emitiu comunicado oficial sobre a continuidade de sua atuação, limitando-se a manter o funcionamento normal dos serviços.
Para quem depende do atendimento nas UPAs, a indefinição pode gerar incertezas sobre a qualidade e a continuidade dos serviços. As unidades são referência em urgência e emergência na região, recebendo pacientes de diversos bairros de Palmas e até de municípios vizinhos. A falta de clareza sobre o futuro das UPAs deixa moradores e profissionais da saúde em estado de alerta, especialmente em um momento em que a rede pública de saúde enfrenta desafios como filas longas e falta de recursos.
Segundo informações do processo, a Prefeitura de Palmas tinha até o final de outubro para reassumir as UPAs, mas não houve qualquer movimento concreto nesse sentido. A Santa Casa, por outro lado, segue operando as unidades com a mesma estrutura e equipe, sem alterações anunciadas. A entidade é responsável por cerca de 1.200 atendimentos diários nas três UPAs, segundo dados internos.
A ausência de uma posição oficial da gestão municipal deixa a população sem respostas sobre o que esperar nos próximos dias. Enquanto isso, a Santa Casa mantém o atendimento ininterrupto, garantindo que os serviços essenciais não sejam interrompidos. A situação reforça a importância de uma comunicação transparente entre as partes para evitar prejuízos à população.
A Secretaria Municipal de Saúde de Palmas, quando questionada, não retornou os pedidos de posicionamento até o fechamento desta edição. A Santa Casa de Misericórdia, por sua vez, informou apenas que segue cumprindo seu papel na gestão das UPAs, sem adiantar futuros desdobramentos.
O caso levanta dúvidas sobre os próximos passos da Prefeitura, que até agora não apresentou um plano claro para reassumir as unidades. A indefinição pode se estender, enquanto a população continua dependendo dos serviços prestados pela Santa Casa, que, por enquanto, segue firme no comando.