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Tarifas de Trump não definem eleição de Lula em 2026

Pesquisa com eleitores mostra que soberania é prioridade, mas negociação pesa mais que retaliação imediata 2025

📝 Redação CCN22 de julho de 2026 às 10:07👁 1 leituras
Tarifas de Trump não definem eleição de Lula em 2026

Em 2025, quando o governo Lula enfrentou o primeiro aumento de tarifas dos EUA, a estratégia de defender a soberania nacional ajudou a melhorar sua imagem. Agora, com um novo tarifaço de Donald Trump no horizonte, o cenário é outro. Um estudo recente com eleitores indecisos revela que o brasileiro não quer ceder à pressão externa sem antes tentar negociar — mas também não aceita submissão.

O experimento, conduzido com cerca de 200 pessoas em diferentes regiões do país, mostrou que o eleitor médio entende a importância da autonomia nacional, mas não vê com bons olhos atitudes que pareçam apenas reativas. "O brasileiro tem um espírito pendular: ele quer soberania, mas não a qualquer custo. A negociação tem que vir antes da retaliação", afirmou o pesquisador responsável pelo levantamento, que pediu anonimato. Segundo ele, a população não rejeita a ideia de retaliar, desde que isso não seja feito de forma a prejudicar ainda mais a economia ou a imagem do país.

Para quem vive no Tocantins, onde a economia depende fortemente do agronegócio e da indústria, a discussão sobre tarifas internacionais não é apenas teórica. Produtores rurais e donos de pequenas fábricas já sentem o impacto quando os Estados Unidos ou a China impõem barreiras. Em 2025, por exemplo, a soja tocantinense teve dificuldades para entrar no mercado americano após as primeiras tarifas. Agora, com a possibilidade de um novo tarifaço, a preocupação é que o preço dos produtos brasileiros suba ainda mais, afetando diretamente o bolso do consumidor local.

O estudo também apontou que, embora a defesa da soberania seja um discurso forte, ela não garante sozinha a popularidade de um governo. Em 2025, o governo Lula conseguiu capitalizar a insatisfação com as tarifas americanas, mas agora a situação é mais complexa. "O eleitor não quer que o Brasil seja submisso, mas também não quer que a economia sofra por causa de uma briga política", disse o pesquisador. Isso significa que, mesmo que Lula ou qualquer outro candidato tente usar o tema a seu favor, o resultado não será automático.

Ainda não está claro como o governo brasileiro vai reagir ao novo tarifaço de Trump. Em 2025, a estratégia foi aumentar a fiscalização em portos e aeroportos, além de buscar novos mercados para os produtos brasileiros. Agora, a pergunta é se essa abordagem será suficiente para evitar que a população sinta o peso das tarifas no dia a dia. Para os eleitores indecisos, a resposta pode depender menos das palavras dos políticos e mais das ações concretas que afetem diretamente suas vidas.

Enquanto isso, nos bastidores, o Itamaraty já estuda possíveis contrapartidas. A ideia é evitar que a situação se transforme em uma guerra comercial prolongada, que só traria prejuízos para ambos os lados. Mas, no fim das contas, a decisão final não estará nas mãos dos diplomatas, e sim na percepção do eleitor brasileiro — que, como sempre, quer resultados, não apenas discursos.