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Avaliação de Lula cresce e ultrapassa críticos em nova pesquisa

PoderData mostra que 41% dos entrevistados consideram presidente melhor que Bolsonaro; índice avança 9 pontos em dois meses

📝 Redação CCN05 de junho de 2026 às 10:33👁 1 leituras
Avaliação de Lula cresce e ultrapassa críticos em nova pesquisa

A aprovação do desempenho de Lula em comparação com seu antecessor ganhou terreno nos últimos meses. Levantamento da PoderData revela que quatro em cada dez brasileiros julgam o petista como superior a Jair Bolsonaro na condução do país.

O avanço foi expressivo. Em apenas 60 dias, o indicador cresceu nove pontos percentuais, saltando de 32% para os atuais 41%. A mudança sinaliza uma reconfiguração nas avaliações públicas sobre os dois mandatos presidenciais mais recentes.

Por outro lado, aqueles que sustentam que Lula governa pior do que Bolsonaro mantêm relevância nas pesquisas. Esse grupo corresponde a 37% dos entrevistados, uma proporção que permanece robusta apesar da ascensão da avaliação favorável. A diferença entre os dois grupos encolheu, mas ainda existe.

Uma terceira fração dos respondentes adota posição intermediária. Pouco mais de um quinto da população — 21% — julga que ambos os governos produziram resultados equivalentes, nem melhores nem piores um em relação ao outro.

Em Tocantins, estado que vive ciclos econômicos ligados à agropecuária e infraestrutura, essas variações na opinião pública carregam peso. A forma como brasileiros avaliam a gestão presidencial influencia projeções sobre investimentos, empregos e políticas regionais. Pesquisas como esta da PoderData mapeiam essas correntes de pensamento que moldam o clima político nacional e afetam agendas locais.

O crescimento de nove pontos em dois meses chama atenção pelo ritmo. Mudanças desse tamanho em períodos tão curtos costumam refletir eventos específicos — decisões de governo, contexto econômico, cobertura midiática ou até acontecimentos internacionais — que reposicionam a percepção dos eleitores.

Os números revelam polarização mantida em níveis altos. Quando somados os que veem Lula melhor (41%) e os que o veem pior (37%), obtém-se 78% do eleitorado com opinião formada e contrária. Apenas 22% ficam numa zona cinzenta de equivalência ou indiferença. Isso evidencia um país dividido em sua leitura dos últimos anos de história política.

A métrica usada pela PoderData — comparação direta entre presidentes — oferece um termômetro diferente das pesquisas tradicionais de aprovação. Em vez de avaliar o presidente no cargo de forma isolada, o método permite que o respondente julgue relativo a um ponto de referência conhecido. Para muitos, essa comparação retrospectiva clarifica melhor suas convicções políticas.

O intervalo de dois meses entre as medições anteriores e essa nova deixa em aberto a questão sobre como o quadro seguirá evoluindo. Tendências que ganham momentum podem se consolidar ou arrefecer conforme novos fatos políticos e econômicos se desenrolam ao longo dos próximos trimestres.

Os tocantinenses, como o resto do país, continuarão sendo mapeados por pesquisadores em busca de compreender para onde flutua essa avaliação sobre os dois mandatos presidenciais mais próximos no tempo. A trajetória desses números importa para estratégias eleitorais, prioridades governamentais e até para o tom das conversas nas ruas de cidades como Palmas, Araguaína e Gurupi.