Cães matam cachorro em rua de Palmas e vídeo choca moradores
Dois pitbulls atacaram um cão de pequeno porte na Rua 18 do Setor Aureny III, no domingo (7). Imagens do ataque circularam nas redes sociais

Um dia de domingo que começou tranquilo no Setor Aureny III, na região sul de Palmas, terminou em tragédia para uma família. Um cachorro de pequeno porte, conhecido como Dom Dom, morreu após ser atacado por dois pitbulls na Rua 18 do bairro. As imagens do ataque, registradas por uma câmera de segurança, viralizaram nas redes sociais e deixaram moradores chocados com a violência do episódio, ocorrido no último dia 7.
Nas filmagens, os dois cães avançam sobre Dom Dom sem hesitação. O animal, que fazia companhia a uma idosa da região, não teve chance de defesa. Os ferimentos foram graves demais, e ele não resistiu. A família, que preferiu não ser identificada, ficou abalada com a cena. "Ele era nosso companheiro, nosso amigo. Ver aquilo foi muito difícil", contou um parente, que pediu para não ser nomeado.
O caso reacendeu discussões sobre a posse responsável de animais em Palmas. O Setor Aureny III, como outros bairros da capital, tem uma população considerável de cães de grande porte, muitos sem coleira ou controle. Moradores relatam que ataques como esse não são raros, mas a divulgação do vídeo trouxe o problema para o centro do debate. "A gente já viu cães soltos por aqui, mas nunca imaginei que fosse acontecer algo assim tão perto de casa", disse uma moradora do bairro, que pediu anonimato.
A Polícia Militar Ambiental do Tocantins foi acionada para apurar o caso. Segundo informações preliminares, os donos dos pitbulls não foram localizados imediatamente. A corporação informou que vai verificar se os animais tinham registro e se os responsáveis estão em dia com as obrigações legais, como a vacinação e o controle de zoonoses. A Secretaria Municipal de Saúde de Palmas também deve ser envolvida, já que o caso envolve saúde pública e prevenção de doenças.
Para quem vive no Aureny III, a situação é mais um exemplo de como a falta de fiscalização afeta o cotidiano. O bairro, que já enfrenta problemas como falta de iluminação em algumas ruas e buracos no asfalto, agora vê a segurança dos animais domésticos como uma nova preocupação. "A gente paga IPTU, mas não tem nem segurança para os nossos bichos", reclamou um comerciante local.
A morte de Dom Dom também coloca em pauta a lei municipal que regulamenta a posse de animais perigosos em Palmas. A legislação exige que cães como pitbulls sejam mantidos em ambientes seguros e com coleira em espaços públicos. No entanto, a fiscalização é esporádica, e muitos donos ignoram as regras. "A lei existe, mas falta fiscalização. A gente vê cães soltos o tempo todo", afirmou um agente de saúde que atua na região.
Enquanto a investigação não avança, moradores do Setor Aureny III se organizam para cobrar providências. Uma petição online já circula pedindo mais rigor na aplicação da lei e campanhas de conscientização sobre posse responsável. "A gente não quer que mais animais sofram como o Dom Dom", disse a idealizadora da campanha, que mora no mesmo quarteirão do ataque.
A Polícia Militar Ambiental informou que vai manter contato com a família da vítima e com a comunidade para evitar novos casos. Enquanto isso, os moradores seguem atentos, especialmente aqueles que têm cães de pequeno porte. A rua onde Dom Dom morreu, antes um local de passeio para donos de animais, agora inspira cuidado redobrado.
O caso também serve de alerta para outros bairros de Palmas, onde a presença de cães soltos é comum. Em bairros como o Jardim Aureny I e o Taquaralto, relatos de ataques a animais e até a pessoas são frequentes. A falta de um canil municipal eficiente e de campanhas permanentes de castração contribui para o problema, segundo ativistas.
Enquanto a justiça não é feita, a família de Dom Dom busca formas de honrar sua memória. Uma vaquinha virtual foi criada para arrecadar fundos e ajudar a tratar outros animais da região. "Ele não merecia isso. A gente quer que isso sirva para mudar as coisas", disse um familiar.