Patrão de pizzaria presenteia funcionários com viagem a Belém
Alex Furtado, proprietário de estabelecimento em Araquari (SC), surpreendeu Marcela Luiza e Rick Ferreira com passagens aéreas após dois anos de trabalho

Alex Furtado, dono de uma pizzaria no norte de Santa Catarina, presenteou duas colaboradoras com passagens para a capital paraense. Marcela Luiza e Rick Ferreira, que exercem suas funções na pizzaria há aproximadamente dois anos, receberam a notícia na última semana e ficaram sem saber como reagir.
A iniciativa surgiu como reconhecimento ao esforço dos funcionários, que passaram grande parte do período de pandemia longe de seus familiares. Sem detalhar as motivações exatas, o empresário optou por transformar a gratidão em um gesto concreto: custear a viagem de ida e volta para Belém, capital do Pará, permitindo que a dupla reencontre parentes e amigos que não vêem há muito tempo. A ação foi divulgada inicialmente pela Notícia do Tocantins, que reproduziu o relato ao público.
Para quem acompanha a rotina de trabalhadores de serviços no interior do Brasil, a surpresa tem ecos claros. Em cidades tocantinenses como Palmas, Araguaína e Gurupi, o custo de deslocamento intermunicipal ou interestadual ainda representa um peso significativo no orçamento familiar. Quando um empregador oferece, de forma inesperada, a oportunidade de viajar sem ônus, o impacto vai além da simples recompensa: ele eleva a moral da equipe, reforça a relação de confiança e pode inspirar outras empresas a repensar suas políticas de valorização de pessoal.
Os números apresentados são simples, mas revelam o alcance da ação: duas pessoas, duas passagens aéreas, destino Belém. O tempo de convivência profissional entre eles e Alex Furtado – cerca de vinte e quatro meses – demonstra que gestos desse tipo ainda são raros em pequenos negócios, onde a margem de lucro costuma ser apertada. A notícia não trouxe declarações diretas dos envolvidos, mas a própria publicação da Notícia do Tocantins indica que a surpresa foi bem recebida e gerou repercussão nas redes locais.
Com a data da viagem ainda a ser confirmada, Marcela e Rick deverão organizar a agenda familiar e preparar a bagagem para o deslocamento. Enquanto isso, o caso segue circulando entre empresários da região, que veem na história um exemplo de como reconhecer o esforço dos colaboradores pode ser feito de maneira criativa e impactante. A expectativa é de que outros patrões de Palmas e demais cidades do estado observem a iniciativa e considerem alternativas para fortalecer suas equipes, especialmente em um cenário econômico ainda incerto.
A repercussão do gesto também abre espaço para debates sobre políticas de bem‑estar no ambiente de trabalho, tema que ganha força nas discussões de sindicatos e associações comerciais tocantinenses. Caso a prática se torne mais comum, os efeitos positivos podem se refletir em índices de retenção de funcionários e na produtividade de estabelecimentos de pequeno porte, que constituem a espinha dorsal da economia regional.
Nos próximos dias, a imprensa local deve acompanhar o desfecho da viagem e, possivelmente, trazer relatos da experiência de Marcela e Rick ao retornarem de Belém. O desfecho poderá servir de material para futuras análises sobre o retorno de investimentos em capital humano, tema que interessa gestores de todos os setores, desde a alimentação até o comércio varejista.