Palmas sedia 7° Encaanto com capoeira e samba chula
Encontro estadual de cultura afro-brasileira acontece nos dias 7 e 8 de agosto na capital tocantinense

O 7° Encaanto chega a Palmas para celebrar a capoeira angola e a cultura afro-brasileira com dois dias de vivências, oficinas e música. O evento, que acontece nos dias 7 e 8 de agosto no Centro Cultural de Palmas, reúne mestres e referências do segmento para compartilhar saberes e fortalecer a ancestralidade.
A programação do Encaanto não é só mais um encontro cultural: é um espaço onde a história se mistura com o presente. Em sua sétima edição, o evento ganha a capital tocantinense com a proposta de resgatar e difundir a capoeira angola, uma das expressões mais tradicionais da cultura afro-brasileira. Além das rodas de capoeira, oficinas práticas e palestras, o público poderá curtir um show de samba chula, ritmo que também carrega a marca da resistência e da tradição.
Para quem vive em Palmas e no Tocantins, o Encaanto chega em um momento importante. A cidade, que já tem uma cena cultural vibrante, recebe um evento que pode movimentar não só o calendário artístico local, mas também a economia de bairros próximos ao Centro Cultural. Com entrada gratuita, a iniciativa atrai moradores de todo o estado, criando um ambiente de troca e aprendizado que vai além dos palcos.
O encontro é organizado por grupos locais e referências da capoeira angola, que há anos trabalham para manter viva essa manifestação cultural. Entre os nomes que devem marcar presença estão mestres reconhecidos no Tocantins e em outros estados, como Mestre Lua de Bobó, uma das figuras centrais do movimento no estado. A programação ainda inclui apresentações de grupos tocantinenses, que há anos levam a capoeira angola para escolas, praças e eventos pelo interior do Tocantins.
A expectativa é que o evento atraia não só capoeiristas, mas também estudantes, professores e curiosos pela cultura afro-brasileira. Com oficinas para crianças e adultos, o Encaanto se torna uma oportunidade de aprendizado acessível, especialmente em um estado onde a capoeira ainda luta para ganhar mais espaço nas políticas públicas de cultura e educação.
O Centro Cultural de Palmas, palco do evento, é um ponto estratégico para a cultura local. Localizado no coração da cidade, o espaço já recebeu shows, exposições e encontros que movimentam a vida cultural da capital. Para o Encaanto, a escolha do local reforça a importância de manter a capoeira angola como patrimônio vivo, não apenas como esporte, mas como ferramenta de resistência e identidade.
Os organizadores destacam que o evento é uma forma de aproximar a comunidade da cultura afro-brasileira, especialmente em um estado como o Tocantins, onde a população negra ainda enfrenta desafios na visibilidade de suas tradições. A capoeira angola, com suas raízes profundas na história do Brasil, encontra no Tocantins um terreno fértil para florescer, graças ao trabalho de mestres que há décadas dedicam suas vidas a essa arte.
O 7° Encaanto promete deixar marcas na cidade. Além de fortalecer a capoeira angola, o evento pode inspirar novas iniciativas culturais em bairros de Palmas e até mesmo em municípios do interior, onde grupos de capoeira já existem, mas muitas vezes lutam por apoio e reconhecimento. Para quem gosta de cultura, história e música, são dois dias para mergulhar em uma das expressões mais ricas do Brasil.