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Pai de menina de 12 anos é formalmente acusado de feminicídio em MT

Claudinei Silva, 42, tornou-se réu pelo assassinato da filha Olga, em 7 de junho, no Mato Grosso

📝 Redação CCN14 de setembro de 2026 às 13:00👁 3 leituras
Pai de menina de 12 anos é formalmente acusado de feminicídio em MT

No dia 7 de junho, no interior de Mato Grosso, o homem de 42 anos, Claudinei Silva, foi citado como réu em processo de feminicídio pela morte violenta da própria filha, Olga Beatriz Santos da Silva, de apenas 12 anos. A prisão preventiva segue desde o momento em que o crime foi registrado.

A investigação, conduzida pela polícia local, apontou que a agressão foi praticada com extrema crueldade. Testemunhas relataram que o filho teria sido submetido a golpes e espancamentos, enquanto o acusado teria usado objetos que dificultaram a defesa da vítima. O Ministério Público, ao analisar as provas, incluiu na denúncia qualificadoras de "motivo fútil", "emprego de meio cruel" e "recurso que dificultou a defesa da vítima", termos que elevam a gravidade da acusação.

Para a comunidade da região, o caso reacende o debate sobre a violência doméstica e a eficácia das leis de proteção à mulher e à criança. Advogados de direitos humanos alertam que a aplicação rigorosa do feminicídio pode servir de exemplo para casos semelhantes, desencorajando comportamentos abusivos dentro de lares. Ao mesmo tempo, familiares de vítimas acompanham o processo com expectativa de que a justiça se faça de forma célere e exemplar.

Os números apresentados pela acusação são claros: o suspeito tem 42 anos; a vítima, 12; o crime ocorreu em 7 de junho. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público e aceita integralmente pela magistratura, que manteve a prisão preventiva como medida de garantia. Até o momento, não há informações sobre a existência de outras vítimas ou antecedentes criminais do acusado.

A próxima etapa do processo deverá acontecer nas próximas semanas, quando o juiz determinará a data de julgamento. Caso seja condenado, Claudinei Silva enfrentará pena prevista para feminicídio qualificado, que pode chegar a 30 anos de reclusão, além de indenizações civis à família da menor. O desdobramento do caso será acompanhado de perto por organizações da sociedade civil, que pretendem usar o resultado para reforçar campanhas de prevenção contra a violência familiar em todo o país.