Homem condenado por crime de 2009 morre carbonizado em Araguaína
Ivano Vaz Cunha, 49 anos, cumpria pena por morte de enteada quando foi encontrado junto a jovem em incêndio

A Polícia Civil do Tocantins investiga as circunstâncias da morte de Ivano Vaz Cunha, 49 anos, cujo corpo foi localizado carbonizado em Araguaína na quarta-feira, dia 3. Ele estava acompanhado pelos restos mortais de uma jovem mulher, também vitimada pelas chamas.
O caso ganha contornos ainda mais graves pela história criminal do homem. Ivano cumpria sentença no estado pelo homicídio de uma enteada ocorrido em 2009. Na ocasião, além de cometer o crime, ele ateou fogo no corpo da vítima para tentar eliminar provas do delito. A Justiça tocantinense o condenou pelos crimes de estupro e morte.
Os detalhes sobre como Ivano saiu do sistema prisional ou estava em regime aberto não foram divulgados até o momento. A polícia trabalha com a possibilidade de que o incêndio que o vitimou e matou a jovem seja relacionado aos seus antecedentes ou a circunstâncias ainda obscuras.
Em Araguaína, segunda maior cidade do estado e polo econômico do norte tocantinense, o caso ressurge questões sobre a efetividade do sistema de segurança pública e reabilitação. Moradores manifestam preocupação com a reincidência de violência envolvendo condenados por crimes graves.
A Polícia Civil segue com as investigações para determinar as causas do incêndio, a identidade completa da jovem encontrada junto ao corpo de Ivano, e se houve circunstâncias criminosas ligadas à morte de ambos. Perícias estão em andamento para coletar evidências nos locais onde os corpos foram descobertos.
O caso coloca em evidência novamente a urgência de debate público em Tocantins sobre acompanhamento de egressos do sistema penitenciário e políticas de prevenção à violência doméstica, crime que marcou profundamente a trajetória criminal de Ivano Vaz Cunha.