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Padrasto e enteada morrem carbonizados em incêndio em Araguaína

Laiane Cardoso Noleto, 19 anos, e Ivano Vaz Cunha, 49 anos, foram identificados após necropsia no IML; caso ocorreu no setor Lago Sul I.

📝 Redação CCN04 de junho de 2026 às 15:04👁 2 leituras
Padrasto e enteada morrem carbonizados em incêndio em Araguaína

Dois corpos foram identificados na quarta-feira (3), após morrerem carbonizados em um incêndio que destruiu uma residência no setor Lago Sul I, em Araguaína. As vítimas são Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos, e Ivano Vaz Cunha, de 49 anos — padrasto e enteada. O incêndio começou por volta das 17h14 e deixou marcas profundas em uma comunidade já acostumada a conviver com tragedias domésticas.

Os bombeiros foram acionados após relatos de fogo concentrado em um quarto da casa. Quando chegaram ao local, as chamas já tinham avançado significativamente, dificultando uma possível resgate. A corporação conseguiu controlar o fogo, mas não a tempo de salvar as duas pessoas que estavam no interior da residência. Vizinhos relataram ter ouvido barulhos estranhos minutos antes da fumaça começar a sair pela janela.

Os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) em Palmas, onde passaram por exames de necropsia para confirmar as identidades e tentar esclarecer as causas do incêndio. Embora as autoridades não tenham divulgado detalhes sobre o que provocou o fogo, esse tipo de ocorrência em Araguaína — segunda maior cidade do Tocantins — levanta questões sobre segurança residencial e qualidade das instalações elétricas em imóveis populares.

Araguaína, com seus mais de 173 mil habitantes, enfrenta desafios estruturais antigos. Muitas casas no setor Lago Sul I foram construídas há décadas, com fiações deterioradas e sem padrões modernos de segurança contra incêndio. A morte da jovem Laiane, aos 19 anos, representa mais uma vida cortada em circunstâncias que poderiam ter sido evitadas com manutenção adequada e fiscalização municipal.

O caso reacende o debate sobre políticas de prevenção de incêndios em residências. O Corpo de Bombeiros do Tocantins, que atua em todo o estado com recursos limitados, já alertou em outras ocasiões sobre a importância de manutenção de redes elétricas e instalação de detectores de fumaça. Araguaína, que registra regularmente casos desse tipo, não possui um plano específico de fiscalização preventiva em bairros de ocupação mais antiga.

Familiares de Laiane e Ivano não se pronunciaram sobre as circunstâncias do incêndio. Vizinhos do setor Lago Sul I expressaram choque e tristeza com a notícia, muitos temendo que novas tragédias possam acontecer em suas próprias casas. A sensação de insegurança que toma conta da comunidade reflete uma realidade tocantinense: investimentos insuficientes em infraestrutura de segurança e prevenção de riscos.

As investigações sobre a causa do incêndio continuam. Peritos trabalham para determinar se o fogo foi acidental ou se houve envolvimento de terceiros. A polícia civil do Tocantins ainda não divulgou comunicado oficial sobre possíveis suspeitas ou indicadores coletados no local.

Para os tocantinenses que vivem em habitações antigas, especialmente em bairros como Lago Sul I, Araguaína, o recado é claro: a falta de segurança residencial adequada cobra seu preço. Duas vidas foram perdidas em questão de minutos, deixando dúvidas e dor entre quem convive diariamente com esses riscos invisíveis nas estruturas das casas onde moram.