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ONU prevê 80% de chance de El Niño entre junho e agosto

Organização alerta para novo episódio do fenômeno climático que pode trazer impactos severos ao clima global nos próximos meses.

📝 Redação CCN02 de junho de 2026 às 10:29👁 1 leituras
ONU prevê 80% de chance de El Niño entre junho e agosto

A Organização das Nações Unidas alertou que há 80% de probabilidade de um episódio de El Niño ocorrer entre junho e agosto. O aviso vem da agência climática da ONU, que monitora constantemente as condições atmosféricas e oceânicas do planeta para prever perturbações no clima.

Para entender por que isso importa, é preciso voltar ao último episódio. Entre 2023 e 2024, o El Niño transformou esses dois anos nos mais quentes já registrados na história. Não é exagero: estamos falando de recordes de temperatura global que quebraram marcas estabelecidas há décadas. Esse fenômeno natural, que ocorre quando águas quentes do Oceano Pacífico se expandem em direção ao continente americano, mexe com padrões climáticos em todo o mundo.

O El Niño funciona assim: quando as águas tropicais do Pacífico aquecem mais que o normal, elas liberam calor na atmosfera. Esse calor extra viaja pelos ventos e correntes, alterando chuvas, secas e temperaturas em continentes inteiros. Na América do Sul, por exemplo, o fenômeno costuma trazer secas intensas em algumas regiões e chuvas torrenciais em outras. No Brasil e em Tocantins, o impacto varia conforme a intensidade, mas historicamente o estado enfrenta períodos de estiagem mais severa durante esses eventos.

O que preocupa cientistas agora é a proximidade de um novo episódio. Se a probabilidade de 80% se confirmar, teremos novamente um ano de temperaturas globais elevadas. As consequências vão além do termômetro: safras de alimentos são prejudicadas, reservas de água diminuem, e populações mais vulneráveis sofrem diretamente com a falta de alimentos e água potável.

Os últimos dados mostram que o planeta já está em aquecimento. O episódio de 2023-2024 deixou claro que quando o El Niño se intensifica, os recordes de calor caem como dominós. Pequenos aumentos na temperatura média do planeta podem parecer insignificantes nos números, mas na prática significam secas mais longas, cheias mais violentas, colheitas perdidas e pessoas migrando de suas terras.

Para Tocantins, um estado que depende significativamente da agricultura e da pecuária, um novo El Niño pode trazer desafios. Produtores rurais já vivem na expectativa de chuvas irregulares, e um episódio confirmado do fenômeno pode aumentar essas incertezas. O setor agropecuário, que sustenta economia local, depende de previsibilidade climática — algo que o El Niño coloca em xeque.

A ONU não emite alertas desse tipo por rotina. Quando a organização sinaliza 80% de probabilidade para um fenômeno climático, significa que os dados estão claros e que a comunidade científica internacional vê razões concretas para preocupação. Agências meteorológicas mundiais monitoram oceanos, atmosfera e padrões históricos para chegar a essas conclusões.

O desafio agora é preparação. Governos, agricultores e população em geral precisam estar atentos aos boletins meteorológicos e se organizar para enfrentar possíveis impactos. No caso de Tocantins, isso pode significar reforço em políticas de irrigação, armazenamento de água e orientação técnica para agricultores adaptarem suas plantações.

Os próximos meses dirão se a previsão da ONU se concretiza. Enquanto isso, o alerta fica: o planeta continua aquecendo, os fenômenos climáticos extremos continuam aparecendo, e a vida de bilhões de pessoas depende de como preparamos nossos países e comunidades para lidar com essas realidades.