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TRE-TO determina retirada de áudio ofensivo e solicita multa de R$30 mil

Defesa de Eduardo Gomes pede sanção e investigação criminal após gravação com insultos ao candidato

📝 Redação CCN•23 de setembro de 2026 às 13:00•👁 2 leituras
TRE-TO determina retirada de áudio ofensivo e solicita multa de R$30 mil

O Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) ordenou a remoção de um áudio que contém agressões verbais contra Eduardo Gomes, candidato que concorre ao cargo de deputado estadual. A decisão foi emitida após a defesa do parlamentar solicitar que a gravação fosse retirada das redes e que fossem aplicadas medidas punitivas ao autor da divulgação.

A gravação, que circulou nas redes sociais nas últimas semanas, apresenta o candidato sendo chamado de “vagabundo”, “lixo” e “bandido”. Segundo a defesa, o material foi usado como estratégia de campanha para desqualificar o adversário e violar a legislação eleitoral que proíbe a propaganda ofensiva. Diante disso, o pedido inclui, além da retirada imediata, a aplicação de multa no valor de R$ 30 mil ao responsável e a abertura de investigação criminal para apurar eventual crime eleitoral.

Para os eleitores de Palmas e de todo o Tocantins, a medida pode significar uma mudança no tom das disputas políticas nas próximas semanas. A remoção do áudio impede que a ofensa continue a se espalhar nas plataformas digitais, reduzindo o risco de polarização exacerbada entre os eleitores. Ao mesmo tempo, a possibilidade de multa e de processo criminal pode servir de alerta para candidatos e equipes de campanha que ainda recorrem a táticas de difamação.

O TRE-TO destacou que a legislação eleitoral tem como objetivo garantir um ambiente de debate saudável e que ofensas pessoais configuram abuso de poder de comunicação. "A prática de ataques pessoais fere o princípio da igualdade de condições entre os concorrentes", afirmou um porta-voz da Justiça Eleitoral em entrevista ao Capital da Notícia. A multa solicitada – R$ 30 mil – segue o parâmetro legal para sanções em casos de propaganda eleitoral irregular. A investigação criminal ainda será encaminhada à Polícia Federal, que analisará se há indícios de crime contra a honra ou de prática de propaganda eleitoral proibida.

Enquanto o caso segue em avaliação, outras campanhas no estado observam o desenrolar da situação. Em municípios como Araguaína e Gurupi, candidatos já manifestaram preocupação com o uso de conteúdo ofensivo nas redes, reforçando a necessidade de respeito mútuo para que o pleito de outubro transcorra sem episódios de incitação ao ódio. A Secretaria de Segurança Pública de Palmas, por sua vez, reforçou que denúncias de difamação devem ser encaminhadas imediatamente aos órgãos competentes.

O próximo passo da Justiça Eleitoral será a análise formal do pedido de multa e da investigação. Caso a penalidade seja confirmada, o valor poderá ser cobrado ao responsável pela divulgação do áudio, que ainda não foi identificado publicamente. A defesa de Eduardo Gomes mantém a expectativa de que a medida sirva de precedente para coibir futuras ofensas. O TRE-TO pode ainda decidir pela manutenção ou pela retirada de outras peças de campanha que contenham conteúdo semelhante, o que pode alterar o cenário competitivo nas semanas que antecedem as eleições.

Com a decisão já publicada no Diário da Justiça Eletrônico, o caso ganha visibilidade entre eleitores, juristas e representantes de partidos. O desenrolar da investigação criminal será acompanhado de perto, pois pode influenciar não apenas a candidatura de Gomes, mas também o comportamento de outros concorrentes que ainda dependem de estratégias de comunicação agressiva para alcançar o voto. A expectativa agora é que a Justiça Eleitoral mantenha a ordem no processo eleitoral, evitando que discursos de ódio se tornem parte do cotidiano político tocantinense.