AO VIVO
Tocantins

OAB TO pede providências à Caixa durante paralisação

Ordem dos Advogados envia ofício à Superintendência da Caixa no Tocantins solicitando liberação de valores judiciais em meio à greve, nesta segunda-feira (14)

📝 Redação CCN•15 de setembro de 2026 às 13:00•👁 2 leituras
OAB TO pede providências à Caixa durante paralisação

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins encaminhou, nesta segunda‑feira, 14, um ofício à Superintendência Regional da Caixa Econômica Federal no estado, exigindo medidas imediatas para que os valores judiciais continuem sendo liberados enquanto os serviços da instituição permanecem paralisados.

O pedido surge após a decisão da Caixa de suspender atendimentos presenciais, ação que tem provocado preocupação entre advogados, partes processuais e empresas que dependem de recursos depositados em juízo. A OAB/TO argumenta que a interrupção pode gerar atrasos em pagamentos de pensões, indenizações e outras obrigações determinadas por decisões judiciais, comprometendo o cumprimento de determinações do Poder Judiciário. Para evitar que a paralisação se traduza em inadimplência ou bloqueio de recursos, a entidade solicita à Caixa a manutenção de canais de acesso aos valores bloqueados, seja por meio de transferências eletrônicas ou de atendimento emergencial.

Para a população de Palmas e demais municípios tocantinenses, a medida representa um alívio imediato. Muitos cidadãos aguardam liberação de quantias referentes a processos de família, como pensões alimentícias, ou a pagamentos de fornecedores que tiveram suas contas congeladas por decisões judiciais. Caso a Caixa não implemente a solução solicitada, o risco é que famílias fiquem sem recursos essenciais e que o comércio local enfrente dificuldades de fluxo de caixa, afetando ainda mais a economia regional ainda em recuperação.

No ofício, a OAB/TO destaca que a própria legislação já prevê a necessidade de garantir a efetividade das decisões judiciais, independentemente de greves ou paralisações. "A Caixa, como agente financeiro do Estado, tem o dever de assegurar que a indisponibilidade de seus serviços não se traduza em violação de direitos assegurados por sentença judicial", lê‑se no documento enviado pela Seccional. A carta ainda menciona que a Superintendência tem a competência para criar procedimentos temporários que permitam a movimentação dos valores bloqueados, sem prejuízo das questões operacionais internas.

A resposta da Caixa ainda não foi divulgada, mas a expectativa é de que a Superintendência apresente um plano de ação nos próximos dias. Enquanto isso, a OAB/TO indica que continuará monitorando a situação e manterá seus associados informados sobre qualquer novidade. Advogados que atuam em causas civis e trabalhistas na região já começaram a orientar clientes sobre alternativas de pagamento e a necessidade de acompanhar de perto as comunicações oficiais da instituição bancária.

O desdobramento mais imediato deve ser a definição de um canal de atendimento emergencial, que pode incluir o uso de plataformas digitais já disponíveis na internet ou a designação de equipes de apoio em agências específicas que permaneçam operacionais. Caso a Caixa adote as recomendações, o fluxo de liberação de valores judiciais poderá seguir sem interrupções significativas, reduzindo o impacto econômico da greve nos municípios tocantinenses.

A OAB/TO reafirma que o direito à efetivação de decisões judiciais é um pilar do Estado de Direito e que a colaboração entre poder judiciário, instituições financeiras e a ordem dos advogados é essencial para garantir a estabilidade das relações contratuais e familiares. A expectativa agora recai sobre a resposta da Caixa, que deverá ser divulgada em breve, permitindo que a comunidade jurídica e a população em geral planejem seus próximos passos com maior segurança.