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Pesquisa mostra queda de Michelle Bolsonaro nas intenções de voto

Levantamento nacional aponta desempenho da ex-primeira-dama contra Lula após polêmica com Flávio Bolsonaro 15/05/2024

📝 Redação CCN01 de julho de 2026 às 10:07👁 5 leituras
Pesquisa mostra queda de Michelle Bolsonaro nas intenções de voto

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro viu seu desempenho eleitoral despencar em uma pesquisa nacional divulgada nesta semana. O levantamento, feito após a publicação de um vídeo em que ela critica o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mostrou que a ex-primeira-dama perdeu força entre os eleitores que antes a viam como alternativa política.

O vídeo, que viralizou nas redes sociais, expôs desavenças públicas entre Michelle e o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nele, ela acusa Flávio de agir de forma egoísta e de não respeitar a família, o que gerou repercussão imediata. A polêmica não apenas abalou a imagem de Michelle como também reacendeu discussões sobre a coesão da família Bolsonaro, tradicionalmente unida em torno do ex-presidente.

Para os eleitores tocantinenses que acompanham a política nacional, o episódio reforça a ideia de que as divisões internas no PL podem atrapalhar candidaturas. Em Palmas, por exemplo, onde o partido tem forte presença, a queda de Michelle pode influenciar estratégias para as eleições municipais de 2024. Moradores da capital já relatam ceticismo em relação a figuras do bolsonarismo, especialmente após os atritos recentes.

A pesquisa, conduzida por uma empresa de consultoria política com abrangência nacional, entrevistou 2 mil eleitores entre os dias 10 e 12 de maio. Os resultados mostram que Michelle Bolsonaro, que antes aparecia com 12% das intenções de voto para a Presidência, caiu para 8% após a divulgação do vídeo. Lula, por sua vez, manteve estável sua vantagem, com 45% das intenções de voto.

O levantamento também revelou que 68% dos entrevistados consideram o vídeo de Michelle como um sinal de instabilidade na família Bolsonaro. Entre os eleitores que se identificam com o PL, a queda foi ainda mais acentuada: de 15% para 9%. A pesquisa tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral.

Para analistas ouvidos pela imprensa, o episódio pode ter consequências além das eleições presidenciais. Em Tocantins, onde o PL tem peso significativo, a imagem de Michelle pode afetar candidaturas locais, especialmente em municípios onde o partido busca expandir sua base. Vereadores e pré-candidatos do partido na região já começam a avaliar como lidar com o desgaste.

A ex-primeira-dama ainda não se manifestou publicamente sobre os resultados da pesquisa, mas aliados próximos afirmam que ela deve reforçar sua agenda de defesa dos valores familiares. Enquanto isso, Flávio Bolsonaro minimizou o episódio em suas redes sociais, classificando as críticas como "difamações sem fundamento".

O próximo passo da equipe de Michelle será definir se ela mantém a pré-candidatura ou recua para apoiar outro nome do partido. A decisão deve ser tomada nas próximas semanas, antes do início oficial das campanhas.

A polêmica também reacendeu debates sobre a participação de mulheres na política, especialmente em um cenário onde figuras femininas são frequentemente julgadas pela imagem familiar. Em um momento em que o Brasil discute igualdade de gênero, o caso de Michelle Bolsonaro serve como exemplo de como as relações pessoais podem influenciar a carreira política.

Enquanto a poeira não baixa, o PL se prepara para um ano eleitoral intenso, com eleições municipais que podem definir o futuro do partido em estados como Tocantins. A queda de Michelle nas pesquisas é apenas o primeiro sinal de que o caminho não será fácil para quem busca ocupar o lugar do ex-presidente.

Acompanharemos os desdobramentos nos próximos dias, com atualizações sobre como as lideranças locais do PL reagem ao cenário.