Crise das proteínas nos EUA afeta carne bovina e agora também o frango
Santander prevê que a escassez de carne bovina nos Estados Unidos deve durar mais dois anos, e agora o frango também entra na crise.

A crise no setor de proteínas nos Estados Unidos está se aprofundando, e o que antes era um problema concentrado na carne bovina agora se estende ao frango. De acordo com análises do Santander, a escassez de carne bovina no país deve persistir por mais dois anos, enquanto o mercado de frango também começa a enfrentar desafios significativos.
A situação reflete uma série de fatores que têm impactado a produção e a distribuição de carnes nos EUA. Problemas como o aumento dos custos de insumos, questões logísticas e a demanda global crescente têm pressionado o setor. A carne bovina, em particular, tem sido afetada por condições climáticas adversas e pela redução do rebanho, o que tem limitado a oferta e elevado os preços.
Agora, o frango, que muitas vezes é visto como uma alternativa mais acessível, também está entrando na crise. A alta nos custos de ração e a dificuldade em manter a produção em níveis suficientes para atender à demanda têm contribuído para o cenário desafiador. Isso significa que os consumidores americanos podem enfrentar preços mais altos e menor disponibilidade tanto de carne bovina quanto de frango nos próximos meses.
O Santander não forneceu números específicos, mas destacou que a recuperação do setor de carne bovina deve ser lenta, com a normalização da oferta apenas daqui a dois anos. Enquanto isso, o mercado de frango, que antes era visto como uma opção mais estável, agora também está sob pressão, ampliando os desafios para os produtores e os consumidores.
O impacto dessa crise não se limita aos EUA. Como um dos maiores exportadores de carnes do mundo, o país influencia os mercados globais. A escassez e o aumento de preços nos Estados Unidos podem ter efeitos em outros países, incluindo o Brasil, que depende das importações e exportações de proteínas. A situação exige atenção tanto de produtores quanto de governos, que precisam buscar soluções para garantir a segurança alimentar e a estabilidade dos mercados.