Assembleia Legislativa lamenta morte do ex-deputado Gerival Aires Negre
Ex-parlamentar tocantinense falece e deixa legado político no estado que ajudou a construir

A Assembleia Legislativa do Tocantins emitiu nota de pesar pelo falecimento do ex-deputado Gerival Aires Negre, marcando o fim de uma trajetória ligada à história política recente do estado.
Gerival Aires Negre integrou as fileiras da casa legislativa em Palmas durante seu mandato, período em que acompanhou transformações importantes na legislação tocantinense. Como ex-deputado, participou de debates e votações que moldaram políticas públicas em áreas como educação, segurança e desenvolvimento econômico — questões que continuam relevantes para o tocantinense médio que depende de serviços estatais.
A morte do ex-parlamentar ressoa entre políticos e eleitores que o conheceram ao longo de sua carreira. Em estados como Tocantins, onde a política local ainda guarda características de proximidade entre representantes e cidadãos, figuras que passam pela Assembleia deixam marcas — para bem ou para mal — nas decisões que afetam o dia a dia das pessoas nos bairros de Palmas, nas cidades do interior como Araguaína, Porto Nacional e Gurupi, e nas regiões mais remotas do estado.
A nota de pesar é parte de uma tradição institucional. Quando alguém que ocupou cadeira na Assembleia falece, colegas, amigos políticos e a instituição reconhecem publicamente o fim de uma vida que, de alguma forma, cruzou com a história administrativa do Tocantins. No caso de Gerival Aires Negre, a instituição registrou seu falecimento de forma formal, garantindo que seu nome não seja esquecido nos arquivos legislativos.
Para entender o peso dessa perda no contexto tocantinense, é importante lembrar que a Assembleia Legislativa não é apenas um prédio em Palmas. É onde se aprovam orçamentos que chegam (ou não) a hospitais e escolas do estado. É onde se discutem leis sobre segurança, emprego, agricultura e infraestrutura. Ex-deputados como Gerival Aires Negre vivenciaram esses debates — muitas vezes acalorados, marcados por negociações entre prefeituras, setor privado e população.
O desaparecimento de figuras que participaram da construção legislativa do Tocantins, especialmente em seus primeiros anos de autonomia como estado, representa uma perda de memória institucional. Aqueles que passaram pelo plenário nos anos 1990 e 2000 carregam consigo histórias de votações importantes, alianças políticas e conflitos que moldaram o estado. Quando eles partem, levam consigo perspectivas únicas sobre como as coisas funcionavam e funcionam.
A Assembleia Legislativa, por meio de sua nota de pesar, reconhece que Gerival Aires Negre foi mais que um nome na folha de frequência. Foi alguém que debateu leis em plenário, assinou documentos que geraram consequências reais para servidores públicos, agricultores, comerciantes e trabalhadores tocantinenses. Ainda que nem sempre as pessoas lembrem do nome específico de um deputado anos depois, suas votações continuam em vigor — afetando políticas que tocam a vida de todos.
Para os colegas que compartilharam bancada com Negre, a morte marca o fim de uma geração que ajudou a estruturar as instituições do Tocantins. Para o eleitorado, é um lembrete de que aqueles que chegam ao poder também são mortais e que suas ações — ou omissões — precisam ser julgadas enquanto ainda estão vivos.
A nota de pesar da Assembleia encerra um capítulo. Gerival Aires Negre deixa para trás seu registro nos anais legislativos do estado, documentos que ficarão guardados em Palmas para consulta de futuros pesquisadores, historiadores e cidadãos curiosos sobre como foi governado e legislado o Tocantins.