Netanyahu agradece a Trump apoio na luta contra Hamas na ONU
Primeiro‑ministro israelense elogia ex‑presidente dos EUA durante discurso na Assembleia Geral, 24/9

Na sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, nesta quinta‑feira, 24 de setembro, o primeiro‑ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, dedicou parte de sua fala ao ex‑presidente americano Donald Trump, reconhecendo o auxílio recebido na campanha contra o Hamas.
O discurso ocorreu em meio à escalada do conflito entre Israel e o grupo militante palestino, que tem provocado intenso debate nos foros internacionais. Netanyahu usou o palco da ONU para reforçar que a política adotada por seu governo conta com o respaldo de Trump, que, durante seu mandato, havia declarado apoio incondicional a Israel e criticado duramente as ações de Gaza. Ao mencionar "bárbaros", o líder israelense buscou legitimar a ofensiva militar e ao mesmo tempo contrapor as críticas de países que pedem cessar‑fogo.
Para a população israelense, a declaração pode traduzir um sinal de fortalecimento nas relações com os Estados Unidos, sobretudo em um momento em que o governo de Joe Biden ainda não definiu claramente sua postura. Analistas apontam que a menção a Trump pode influenciar a opinião pública interna, reforçando a ideia de que a aliança estratégica com Washington permanece firme, independentemente das mudanças na Casa Branca. No campo diplomático, o reconhecimento público pode incitar reações de países que veem a retórica de "bárbaros" como escalada de linguagem e dificultar futuras negociações de paz.
Netanyahu afirmou que "agradeço a Donald por estar ao nosso lado na luta contra os bárbaros que ameaçam nossa segurança", ecoando a mensagem de apoio que Trump havia reiterado em visitas anteriores a Jerusalém. A referência ao ex‑mandatário foi a única menção direta a figuras externas no discurso, que também destacou a necessidade de que a comunidade internacional reconheça o direito de Israel à defesa.
A fala do líder israelense ocorre quando a ONU prepara uma série de resoluções relacionadas ao cessar‑fogo e à assistência humanitária em Gaza. Observadores esperam que a postura de Netanyahu influencie o posicionamento de países aliados dos EUA nas próximas votações. Enquanto isso, organizações de direitos humanos continuam a pressionar por investigações independentes das operações militares.
Nos próximos dias, a pauta da Assembleia Geral deve incluir debates sobre a situação humanitária em Gaza e possíveis iniciativas de mediação. O governo de Israel ainda não detalhou quais medidas concretas pretende adotar para responder às críticas internacionais, mas a ênfase no apoio de Trump indica que a administração buscará alinhar suas ações com a política externa americana, independentemente de eventuais divergências dentro do próprio Conselho de Segurança.
O desdobramento da fala de Netanyahu ainda será acompanhado de perto por embaixadas, ONGs e analistas de política externa, que avaliam se a referência a Trump pode abrir espaço para um reavivamento de laços bilaterais ou, ao contrário, gerar novas tensões no cenário diplomático global.